Meirelles: Saúde e Educação terão teto de gastos

Ao anunciar as medidas para conter o gasto público, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que o governo não está "no momento" contemplando aumento de impostos; "Em último caso, em algum momento, pode-se temporariamente estabelecer ou propor algum imposto, se for necessário, à frente", disse; Meirelles disse também que as despesas com saúde e educação também deverão obedecer ao teto para crescimento de gastos públicos que será proposto ao Congresso pelo governo

Brasília- DF 24-05-2016 Ministros golpistas, Gedel Viera Lima, Alexandre Padilha, Henrique Meireles e Dyogo Oliveira apresentam medidas econômicas. Foto Lula Marques/Agência PT
Brasília- DF 24-05-2016 Ministros golpistas, Gedel Viera Lima, Alexandre Padilha, Henrique Meireles e Dyogo Oliveira apresentam medidas econômicas. Foto Lula Marques/Agência PT (Foto: Aquiles Lins)


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Das Agências Brasil e Reuters - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse hoje (24) que o governo não está "no momento" contemplando aumento de impostos. Segundo o ministro, o governo vai tomar medidas como a contenção dos gastos públicos para evitar a elevação da carga tributária e poderá reduzir subsídios.

"Em último caso, em algum momento, pode-se temporariamente estabelecer ou propor algum imposto, se for necessário, à frente. Há consenso de que a carga tributária brasileira hoje já está num nível elevado. É importante não sobrecarregar ainda mais a sociedade com impostos", disse Meirelles, durante a entrevista coletiva para detalhar as primeiras medidas econômicas do governo do presidente interino Michel Temer.

Henrique Meirelles disse nesta também que as despesas com saúde e educação também deverão obedecer ao teto para crescimento de gastos públicos que será proposto ao Congresso pelo governo. Meirelles destacou que os estudos estão sendo finalizados para a medida. Ele estimou que, com a adoção do teto haverá nos próximos três anos uma queda de 1,5 por cento a 2 por cento das despesas públicas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

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Meirelles também destacou, durante a entrevista para detalhar as medidas de contenção do déficit público, que a devolução de aproximadamente R$ 100 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro Nacional faz parte da boa gestão das contas públicas. "Esses recursos estavam ociosos, causando custo desnecessário. Estamos fazendo uma boa gestão das contas públicas, como mencionou o presidente Temer", disse Meirelles.

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