Meirelles: rombo ficará acima de R$ 96 bilhões

O déficit de mais de 96 bilhões de reais previsto para o governo central na nova meta fiscal para este ano é substancial, mas "tudo indica" que número é ainda maior, afirmou nesta sexta-feira o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles

Brasilia - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, empossa hoje Luiz Awazu Pereira no cargo de diretor de Assuntos Internacionais.
Brasilia - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, empossa hoje Luiz Awazu Pereira no cargo de diretor de Assuntos Internacionais. (Foto: Leonardo Attuch)


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BRASÍLIA (Reuters) - O déficit primário de pouco mais de 96 bilhões de reais previsto para este ano na nova meta fiscal enviada ao Legislativo é substancial, mas "tudo indica" que número é ainda maior, afirmou nesta sexta-feira o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que não descartou a volta da CPMF para a tarefa de reequilíbrio das contas públicas.

"É importante que se estabeleça meta (de primário) que seja realista, que seja cumprida", afirmou o ministro em entrevista ao Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ele afirmou que a recriação da CPMF "preferencialmente" não deveria ocorrer e que não seria instituída de maneira precipitada, mas não descartou sua necessidade.

O governo da presidente afastada Dilma Rousseff solicitou ao Congresso permissão para reduzir a meta da economia feita para pagamento de juros da dívida pública do setor público consolidado deste ano, com possibilidade rombo.

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Meirelles também afirmou que fará questão de nomeações técnicas nos cargos de comando de bancos públicos, avaliando que essas instituições não devem ser instrumento de política, mas sim de crédito e poupança.

Questionado sobre as novas medidas para a economia no governo do presidente interino Michel Temer, o ministro afirmou que o trabalho inicial será de análise minuciosa de despesas e encargos ainda não conhecidos. Ele apenas afirmou que serão tomadas "medidas duras" para que a trajetória da dívida do país seja sustentável.

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Meirelles disse que está trabalhando em um sistema de metas de despesas públicas para que não haja crescimento real dos gastos. Ele avaliou que a conta de subsídios e desonerações é "enorme", bem como a conta de salários do governo federal.

"Devemos e vamos cortar despesas e privilégios daqueles que não precisam", afirmou o ministro, fazendo a ressalva de que os programas sociais serão mantidos.

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Meirelles afirmou que o presidente do Banco Central continuará com status de ministro enquanto não for aprovada uma emenda constitucional que mudará essa prerrogativa, estendendo o foro privilegiado também aos diretores do BC.

(Por Marcela Ayres)

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