Meirelles: rebaixamento vai custar muito caro

Ex-presidente do Banco Central destaca a importância de o Brasil ter se tornado credor líquido internacional em 2008 e prevê que agora, com a perda do grau de investimento pela Standard & Poor´s, "os juros pagos pelos títulos brasileiros no exterior, públicos ou privados, aumentarão e puxarão as taxas internas, acentuando as perspectivas de recessão neste e no próximo ano"

Ex-presidente do Banco Central destaca a importância de o Brasil ter se tornado credor líquido internacional em 2008 e prevê que agora, com a perda do grau de investimento pela Standard & Poor´s, "os juros pagos pelos títulos brasileiros no exterior, públicos ou privados, aumentarão e puxarão as taxas internas, acentuando as perspectivas de recessão neste e no próximo ano"
Ex-presidente do Banco Central destaca a importância de o Brasil ter se tornado credor líquido internacional em 2008 e prevê que agora, com a perda do grau de investimento pela Standard & Poor´s, "os juros pagos pelos títulos brasileiros no exterior, públicos ou privados, aumentarão e puxarão as taxas internas, acentuando as perspectivas de recessão neste e no próximo ano" (Foto: Gisele Federicce)


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247 – O ano de 2008, quando o Brasil passou a ser reconhecido pelas agências de crédito e se tornou credor líquido internacional, foi "um momento histórico", lembra Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central. "Esse grande avanço, por exemplo, permitiu que a reação do Brasil à crise global de 2008 fosse precisa e eficaz, com retorno rápido da confiança", comenta ele, em artigo na Folha.

O fato de a Standard & Poor´s ter retirado o selo de bom pagador brasileiro na última quarta-feira foi "grave" e "custoso", em sua avaliação. "Mais duro ainda foi a agência dizer que o governo brasileiro não mostra capacidade nem vontade de tomar as medidas para resolver os problemas do país", destaca.

"O rebaixamento vai, na realidade, custar muito caro. Os juros pagos pelos títulos brasileiros no exterior, públicos ou privados, aumentarão e puxarão as taxas internas, acentuando as perspectivas de recessão neste e no próximo ano", prevê Meirelles. "Compete ao Brasil agora tomar todas as medidas necessárias para de fato reverter a tendência da dívida pública de atingir patamares acima de 70% ou mais, o que poderá gerar custos muito mais elevados", defende.

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