Meirelles: mais arrocho é a única saída contra novos impostos

Em meio a uma verdadeira queda-de-braço sobre as metas fiscais de 2017 e 2018, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que controlar as despesas é o único caminho para evitar novos aumentos de impostos e colocar as contas públicas em ordem; "Vale lembrar que o governo tem só duas fontes de financiamento para despesas: ou aumenta imposto ou toma mais recurso emprestado da sociedade, aumentando a dívida e os juros", disse ele em evento no Palácio do Planalto

henrique meirelles
henrique meirelles (Foto: Aquiles Lins)


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BRASÍLIA (Reuters) - Em meio a uma verdadeira queda-de-braço sobre as metas fiscais de 2017 e 2018, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira que controlar as despesas é o único caminho para evitar novos aumentos de impostos e colocar as contas públicas em ordem.

"Vale lembrar que o governo tem só duas fontes de financiamento para despesas: ou aumenta imposto ou toma mais recurso emprestado da sociedade, aumentando a dívida e os juros", disse ele em evento no Palácio do Planalto.

"Portanto, o caminho para nós não aumentarmos impostos mais, para a inflação ficar baixa e para os juros caírem, é de fato controlar as despesas. É a única saída e já começa a acontecer no Brasil", acrescentou.

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A fala vem em meio às conversas para definição de novas metas fiscais, diante da difícil situação de caixa do governo, marcada por fraca arrecadação e frustração de receitas extraordinárias, ao mesmo tempo em que busca apoio político no Congresso Nacional.

Segundo fontes, já está definido que o governo anunciará na segunda-feira novas e maiores metas de déficit primário, que passarão a 159 bilhões de reais tanto para 2017 quanto para 2018, mesma cifra obtida em 2016, buscando sinalizar que pelo menos a trajetória das contas públicas não vai piorar.

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As metas ainda vigentes para o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) são de rombo de 139 bilhões de reais neste ano e 129 bilhões de reais no próximo.

Até a véspera, trabalhava-se com a ideia de mudança na meta apenas em setembro, quando será publicado novo relatório de receitas e despesas. A disputa dentro do governo estava intensa, com parte do Planalto alinhado com o Ministério do Planejamento no intuito de promover a mudança.

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Mas a Fazenda ainda preferia esperar mais para manter a mensagem de maior austeridade.

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