Meirelles diz que seu pacote será um pacotinho

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que o governo trabalha "intensamente" na análise de medidas microeconômicas para reativar a economia; questionado se as medidas incluíram incentivo ao crédito, porém, ele respondeu que elas não viriam como as feitas "nos últimos anos", numa indicação ao governo de Dilma Rousseff

Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, durante coletiva no Palácio do Planalto, anunciou o déficit primário para o próximo ano em R$ 139 bilhões (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)


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SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que o governo trabalha "intensamente" na análise de medidas microeconômicas para reativar a economia, mas não deu mais detalhes sobre quais seriam, sinalizando apenas que o segmento de crédito deve ser contemplado.

Em evento em São Paulo, Meirelles disse a jornalistas que as medidas serão anunciadas após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos, marcada para terça-feira em segundo turno no Senado.

Questionado se as medidas incluíram incentivo ao crédito, o ministro disse que não viriam como as feitas "nos últimos anos", numa indicação ao governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

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Duas fontes da equipe econômica afirmaram à Reuters nesta manhã que as medidas estão sendo preparadas, sobretudo, pelo Banco Central e pela Receita Federal. Uma das fontes acrescentou ainda que os estudos incluem o uso de recursos do FGTS para diminuição do endividamento, em meio ao elevado nível de comprometimento com dívidas.

O governo do presidente Michel Temer prepara um pacote de medidas econômicas para tentar dar ânimo à economia num momento em que as delações da Odebrecht turvam o horizonte político e lançam ainda mais incertezas sobre a recuperação da atividade, mas a injeção de recursos em subsídios e subvenções está descartada em meio à continuidade do desequilíbrio nas contas públicas.

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O foco está na melhoria do ambiente de negócios, com medidas para diminuir a burocracia ligada à atividade empresarial.

A delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Claudio Melo Filho citou recursos repassados a líderes peemedebistas, entre eles Temer, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), o secretário Moreira Franco (Programa de Parcerias de Investimentos), o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL), e o líder do governo no Congresso, Romero Jucá (RR). Todos negaram envolvimento.

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Meirelles considerou, no entanto,, que essas delações da Odebrecht não atrapalham a agenda econômica.

(Reportagem de Aluísio Alves, em São Paulo; Reportagem adicioinal de Marcela Ayres, em Brasília)

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