Meirelles desmente Temer e diz que não há plano para revisar isenção do IR

"De fato é uma coisa que seria positiva exatamente para as pessoas que estão naquela faixa de renda, por outro lado precisa ver o custo disso para a economia, para a sociedade", afirmou o ministro a jornalistas após evento em Nova Lima (MG); a realidade é que o governo Temer beneficia apenas ruralistas, grandes empresas e rentistas

Michel Temer e Henrique Meirelles
Michel Temer e Henrique Meirelles (Foto: Leonardo Attuch)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

BRASÍLIA (Reuters) - Não há plano concreto do governo para aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR), afirmou nesta terça-feira o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acrescentando que foram apenas ventiladas ideias nesse sentido.

"De fato é uma coisa que seria positiva exatamente para as pessoas que estão naquela faixa de renda, por outro lado precisa ver o custo disso para a economia, para a sociedade", afirmou o ministro a jornalistas após evento em Nova Lima (MG).

"No momento não há um plano concreto de se fazer nada nesse sentido", acrescentou.

continua após o anúncio

Na véspera, o presidente Michel Temer apontou que houve "apenas uma primeira conversa" sobre a possibilidade de ampliação da faixa de isenção do IR, mas reconheceu que a ideia o agradava.

Após dados divulgados nesta manhã terem apontado a abertura de quase 60 mil vagas de emprego formais no país em abril, Meirelles avaliou que esse movimento ganhará força com o tempo e estimou que em cerca de dois anos o país poderá voltar à situação de pleno emprego.

continua após o anúncio

Sobre a reforma da Previdência, reiterou a expectativa que o texto seja aprovado no plenário da Câmara dos Deputados ainda neste mês.

Já em relação à edição da Medida Provisória (MP) sobre as novas condições do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), Meirelles afirmou que o governo concluirá na quarta-feira o formato definido para o escalonamento do pagamento da dívida dos agricultores.

continua após o anúncio

"É um parcelamento em possivelmente 180 meses e algum desconto no pagamento de juros, multa e etc", disse.

O presidente do PMDB e líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), afirmou na véspera que o novo Funrural terá alíquota de 1,5 por cento sobre a receita bruta, ante 2,3 por cento atualmente. Para os que não pagaram o imposto no passado, amparados por liminares, a alíquota deverá continuar em 2,3 por cento até a quitação dos passivos.

continua após o anúncio

(Por Marcela Ayres)

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247