Meirelles defende teto para os gastos públicos

"Esse limite seria proporcional à produção de riqueza, variando com o PIB. Se partirmos da situação atual –arrecadação bruta perto de 37% do PIB –, um teto de gastos de 34% do PIB, aplicado de forma gradual, com regras de transição claras e plausíveis, asseguraria saldo primário suficiente para estabilizar a dívida pública sem aumento de impostos, reduzindo os riscos e a taxa de juros e aliviando as contas públicas", diz o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles



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247 – O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defendeu a adoção de um teto para os gastos primários do setor público (excluídos os gastos com juros), no texto Saída do caos.

"Dada a percepção geral de que a elevação nos gastos públicos foi longe demais, alternativa exequível seria fixar em lei limite para o total de despesas públicas primárias como percentual do PIB, deixando à sociedade a discussão, sempre dinâmica, sobre a distribuição de custos e benefícios", diz ele.

"Esse limite seria proporcional à produção de riqueza, variando com o PIB. Se partirmos da situação atual –arrecadação bruta perto de 37% do PIB–, um teto de gastos de 34% do PIB, aplicado de forma gradual, com regras de transição claras e plausíveis, asseguraria saldo primário suficiente para estabilizar a dívida pública sem aumento de impostos, reduzindo os riscos e a taxa de juros e aliviando as contas públicas."

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