Meirelles defende controle da taxa de juros

Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles afirma que "uma das questões mais importantes que o Brasil deve enfrentar nos próximos anos é a questão da taxa de juros"; segundo ele, "seu componente central é a chamada taxa de juros de equilíbrio ou neutra, que permite a economia crescer sem gerar inflação"; ele explica que o rigor fiscal, a queda da divida pública, a política monetária e a credibilidade crescente do BC e do sistema de metas nos primeiros anos do governo Lula "balizou as expectativas de inflação em torno da inflação esperada de 4,5%, contendo reajustes de preços"

Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles afirma que "uma das questões mais importantes que o Brasil deve enfrentar nos próximos anos é a questão da taxa de juros"; segundo ele, "seu componente central é a chamada taxa de juros de equilíbrio ou neutra, que permite a economia crescer sem gerar inflação"; ele explica que o rigor fiscal, a queda da divida pública, a política monetária e a credibilidade crescente do BC e do sistema de metas nos primeiros anos do governo Lula "balizou as expectativas de inflação em torno da inflação esperada de 4,5%, contendo reajustes de preços"
Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles afirma que "uma das questões mais importantes que o Brasil deve enfrentar nos próximos anos é a questão da taxa de juros"; segundo ele, "seu componente central é a chamada taxa de juros de equilíbrio ou neutra, que permite a economia crescer sem gerar inflação"; ele explica que o rigor fiscal, a queda da divida pública, a política monetária e a credibilidade crescente do BC e do sistema de metas nos primeiros anos do governo Lula "balizou as expectativas de inflação em torno da inflação esperada de 4,5%, contendo reajustes de preços" (Foto: Valter Lima)


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247 - Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles afirma, em artigo publicado neste domingo (21), na Folha, que "uma das questões mais importantes que o Brasil deve enfrentar nos próximos anos é a questão da taxa de juros". Segundo ele, "seu componente central é a chamada taxa de juros de equilíbrio ou neutra, que permite a economia crescer sem gerar inflação".

Ele explica que o rigor fiscal, a queda da divida pública, a política monetária e a credibilidade crescente do BC e do sistema de metas nos primeiros anos do governo Lula "balizou as expectativas de inflação em torno da inflação esperada de 4,5%, contendo reajustes de preços". Para Meirelles, essa "experiência brasileira é inequívoca e mostra claramente o caminho a seguir".

Abaixo texto na íntegra:

O caminho é claro

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Uma das questões mais importantes que o Brasil deve enfrentar nos próximos anos é a questão da taxa de juros. Seu componente central é a chamada taxa de juros de equilíbrio ou neutra. Essa taxa, em tese, permite a economia crescer sem gerar inflação.

Exemplos históricos ajudam a entender a questão. O Reino Unido viveu momento elucidativo séculos atrás quando o Parlamento ganhou poder para elaborar o Orçamento. Até ali, o rei tinha poderes absolutos para gastar. Para cobrir rombos, podia taxar ou tomar emprestado à vontade. A taxa de juros naquele momento oscilava perto de 14% ao ano. Mas, a partir do momento em que os gastos públicos começaram a ser controlados por imposição de um Parlamento conservador, a taxa passou a cair. Em algumas décadas, atingiu patamar de 4% a 5%.

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O mundo é mais complexo e sofisticado hoje, e a taxa de inflação é um componente importante da taxa de juros nominal, além de outros componentes do risco-país, como o risco cambial e político. Mas a experiência de um grande número de países nas últimas décadas, inclusive do Brasil, mostra um caminho claro para a queda dos juros na economia.

No período de 2002 a 2003, as taxas de um ano no mercado brasileiro chegaram a atingir 33%. Já a taxa do BC (Selic) chegou a 26,5%, visando controlar uma inflação que tinha atingido cerca de 12% em 2002 e com expectativa nessa faixa para 2003.

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A inflação caiu gradualmente até 3,2% em 2006. E, nos seis anos em que a meta foi fixada em 4,5%, de 2005 a 2010, existiram três anos com a inflação abaixo da meta e três anos acima, o que significa um patamar de inflação equilibrada ao redor da meta.

Naquele período, as taxas Selic caíram ou subiram de acordo com os ciclos monetários, mas com tendência claramente declinante. A taxa média de juros caiu de forma sustentada e manteve a inflação na meta no período, produzindo queda constante da taxa de equilíbrio ou neutra.

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Esse ganho foi consequência do rigor fiscal no início do período citado, da queda da divida pública durante o período, da política monetária e da credibilidade crescente do BC e do sistema de metas, o que balizou as expectativas de inflação em torno da inflação esperada de 4,5%, contendo reajustes de preços. Houve também queda do risco externo, com aumento das reservas internacionais. Tudo isso gerou redução dos chamados prêmios de risco, principalmente os riscos inflacionário, fiscal e cambial o que leva naturalmente a uma queda gradual dos juros.

Portanto, a experiência brasileira, como a de outros países, é inequívoca e mostra claramente o caminho a seguir.

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