Meirelles ameaça subir outros impostos após veto judicial ao tarifaço

Meirelles destacou que o governo pensará em novos impostos como maneira de impulsionar a arrecadação caso seja derrotado em relação à viabilidade legal do aumento de PIS/Cofins sobre combustíveis. "Certamente, caso isso aconteça, nós estaremos pensando em outras formas de tributo, não há dúvida", disse

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. 07/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. 07/04/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Attuch)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

BRASÍLIA, 25 Jul (Reuters) - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (25) que não há, no momento, decisão de alterar a meta fiscal para o ano, de deficit primário de R$ 139 bilhões para o governo central, e que as questões ligadas à definição desse alvo são tributárias.

O ministro disse ainda que, caso o aumento de impostos sobre combustíveisseja vetado em definitivo pela Justiça, o governo buscará outros impostos para repor as perdas.

"A meta fiscal é uma proposta que vem do Ministério da Fazenda com a concordância do Ministério do Planejamento e qualquer mudança que houver será uma proposta nossa ao presidente da República', disse a jornalistas em São Paulo.

continua após o anúncio

"Não há no momento essa decisão, mas como temos dito, nós faremos o que for necessário para o país, dentro de uma perspectiva de realidade tributária", acrescentou.

Meirelles disse não estar sentindo pressão política para afrouxamento da meta em função do aperto em curso nas contas públicas.

continua após o anúncio

Também pontuou que em encontros com gestores do mercado financeiro, muitos têm lhe dito considerar necessário alterar a meta em algum momento. "E eles não são políticos", completou.

Meirelles destacou que o governo pensará em novos impostos como maneira de impulsionar a arrecadação caso seja derrotado em relação à viabilidade legal do aumento de PIS/Cofins sobre combustíveis. "Certamente, caso isso aconteça, nós estaremos pensando em outras formas de tributo, não há dúvida", disse.

continua após o anúncio

Sobre a suspensão da elevação de impostos nos combustíveis por liminar concedida por juiz federal em Brasília, Meirelles afirmou que a interpretação dos advogados federais é de que a iniciativa do governo está dentro da lei. A Advocacia-Geral da União (AGU) já tinha informado que o governo iria recorrer da decisão.

"Mantemos a serenidade, a tranquilidade e a convicção no que fizemos", afirmou Meirelles, defendendo que a investida não demanda o cumprimento da noventena [prazo de 90 dias para entrar em vigor] e pode ser determinada por decreto presidencial.

continua após o anúncio

No último dia 20, o governo anunciou aumento nas alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis por meio de decreto, prevendo injeção de R$ 10,4 bilhões nos cofres públicos, montante considerado crucial pela equipe econômica para o cumprimento da meta fiscal deste ano.

Em relação ao Programa de Demissão Voluntária (PDV) a funcionários públicos anunciado na véspera pelo ministério do Planejamento, Meirelles afirmou que este não é um projeto final e que estudos sobre o tema seguem sendo conduzidos.

continua após o anúncio

(Por César Raizer e Marcela Ayres; Edição de Patrícia Duarte)

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247