Marcos Lisboa: Temer é fraco e cede a grupos de pressão

Economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa, afirma que o presidente interino Michel Temer demonstra uma relativa dubiedade: “Se por um lado tem falado em sacrifícios, em fazer reformas como a da Previdência, em propor o teto para os gastos e enfrentar uma série de problemas essenciais para superar o problema fiscal, por outro, no varejo, tem cedido aos grupos de pressão. Este parece ser um governo fraco, que cede a grupos de pressão. E ceder é ir na contramão do ajuste” 

Economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa, afirma que o presidente interino Michel Temer demonstra uma relativa dubiedade: “Se por um lado tem falado em sacrifícios, em fazer reformas como a da Previdência, em propor o teto para os gastos e enfrentar uma série de problemas essenciais para superar o problema fiscal, por outro, no varejo, tem cedido aos grupos de pressão. Este parece ser um governo fraco, que cede a grupos de pressão. E ceder é ir na contramão do ajuste” 
Economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa, afirma que o presidente interino Michel Temer demonstra uma relativa dubiedade: “Se por um lado tem falado em sacrifícios, em fazer reformas como a da Previdência, em propor o teto para os gastos e enfrentar uma série de problemas essenciais para superar o problema fiscal, por outro, no varejo, tem cedido aos grupos de pressão. Este parece ser um governo fraco, que cede a grupos de pressão. E ceder é ir na contramão do ajuste”  (Foto: Roberta Namour)


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247 – Para o economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa, o presidente interino Michel Temer demonstra uma relativa dubiedade: “Se por um lado tem falado em sacrifícios, em fazer reformas como a da Previdência, em propor o teto para os gastos e enfrentar uma série de problemas essenciais para superar o problema fiscal, por outro, no varejo, tem cedido aos grupos de pressão. Este parece ser um governo fraco, que cede a grupos de pressão. E ceder é ir na contramão do ajuste”.

Em entrevista à “Folha de S. Paulo”, ele afirma que a "grande pergunta" é saber se medidas como o reajuste do funcionalismo (ao custo de
R$ 67,7 bilhões até 2018) seriam só consequência do fato de Dilma Rousseff ainda não ter sido afastada definitivamente. "Espero que a interinidade não tenha sido um mau prelúdio", diz.

Diz ainda que há um cenário externo mais favorável aos preços de commodities no Brasil, as coisas pararam de piorar em termos de atividade e talvez exista a oportunidade de uma pequena recuperação no ano que vem (leia aqui).

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