Marco Aurélio quer adiar votação sobre cadernetas

Ministro vai propor na sessão desta quarta-feira que Corte deixe tema para 2014; mudança atende ao governo, que teme efeito na economia de possível correção nas cadernetas de poupança dos anos 80 e 90

Ministro vai propor na sessão desta quarta-feira que Corte deixe tema para 2014; mudança atende ao governo, que teme efeito na economia de possível correção nas cadernetas de poupança dos anos 80 e 90
Ministro vai propor na sessão desta quarta-feira que Corte deixe tema para 2014; mudança atende ao governo, que teme efeito na economia de possível correção nas cadernetas de poupança dos anos 80 e 90 (Foto: Roberta Namour)


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247 – O ministro Marco Aurélio Mello sinaliza que vai atender o governo na questão das cadernetas de poupança. Ele quer adiar a votação da questão pelo STF por falta de tempo “hábil”.

Segundo a consultoria LCA, os bancos brasileiros teriam de desembolsar até R$ 600 bilhões no caso de serem condenados à totalidade do ressarcimentos pleiteados por milhares de poupadores. Essa quantia corresponde a 130% do patrimônio do sistema bancário como um todo. Significa que, caso tenham de pagar a conta espetada no STF, não poucos bancos terão problemas sérios para continuar funcionando.

Leia na nota de Vera Magalhães, do Painel, da Folha de S.Paulo:

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Como está fica
O ministro Marco Aurélio Mello vai propor na sessão de hoje do STF o adiamento da análise do processo sobre a correção das cadernetas de poupança pelos planos econômicos dos anos 80 e 90. Terá o apoio de Gilmar Mendes e de outros ministros, que entendem que não haverá tempo hábil de a corte concluir a análise da matéria até o dia 18 de dezembro, última sessão do ano. O adiamento atende o desejo do Palácio do Planalto, que teme o impacto da correção na economia.

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