Mantega: protestos ajudaram a criar mau humor econômico
“Certamente, os movimentos populares ajudaram a criar o mau humor e uma visão distorcida do Brasil lá fora”, disse o ministro da Fazenda, em encontro com lideranças empresariais em São Paulo; Mantega ressaltou que, além das manifestações, a expectativa de setores da economia brasileira caiu por várias causas, como a inflação; “houve uma piora das expectativas no Brasil, por uma séria de razões. Para cada segmento, é uma causa diferente", frisou
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Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
São Paulo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira (26) que as recentes manifestações populares ajudaram a criar um sentimento de “mau humor” dos investidores internacionais em relação ao Brasil. Segundo ele, os protestos no Brasil foram vistos erroneamente, no exterior, como se fossem similares aos ocorridos, por exemplo, no Egito.
“Certamente, os movimentos populares ajudaram a criar o mau humor e uma visão distorcida do Brasil lá fora. Equiparando com movimentos de outra natureza, de natureza de política séria, de oposição ao governo, de luta fratricida. Não foi nada disso que ocorreu aqui”, disse o ministro, em encontro com lideranças empresariais em São Paulo.
“[Foram] jovens – alguns tocaram um poco de fogo, jogaram os coquetéis molotov. Mas faz parte da democracia, temos de saber absorver isso”, acrescentou.
Mantega ressaltou que, além das manifestações, a expectativa de setores da economia brasileira caiu por várias causas, como a inflação. “Houve uma piora das expectativas no Brasil, por uma séria de razões. Para cada segmento, é uma causa diferente. O comércio varejista caiu porque a inflação fez deteriorar o poder de compra da população e, com isso, [caiu] a confiança do consumidor.”
De acordo com o ministro, o país tem problemas econômicos, mas que não justificam o mau-humor que se instaurou, já que os problemas são solucionáveis. “Lá fora, o quadro era que a economia brasileira estava em uma situação crítica, o que não era verdade. Chegaram a comparar, no mesmo artigo, as manifestações no Brasil e no Egito, que são fenômenos diferentes”, ressaltou o ministro.
Edição: Nádia Franco
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