Mantega: metas fiscais de Dilma são "irredutíveis"
Ministro da Fazenda diz que contingenciamento dos gastos orçamentários será anunciado dia 20; mas a meta de inflação de 4,5% e um superávit primário consistente com a redução do endividamento público são "irredutíveis"; segundo ele, as turbulências recentes nos mercados internacionais são "passageiras" e o Brasil está mais preparado do que em 2008
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247 – Sob uma onda de especulações sobre a meta fiscal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que os compromissos que a presidente Dilma Rousseff assumiu em discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça), com a meta de inflação de 4,5% e com um superávit primário consistente com a redução do endividamento público, são "irredutíveis".
Em entrevista ao Valor, ele informou que até o dia 20 anunciará a meta fiscal deste ano e o contingenciamento dos gastos orçamentários, mas demonstra otimismo. “Em 2013, tivemos uma aceleração da economia. A arrecadação cresceu a partir de setembro. Não temos um número definitivo do lucro das empresas de capital aberto, mas temos informações preliminares de que ele aumentou. As empresas se fortaleceram com as desonerações e com o crescimento maior. Então, elas estão mais aptas a crescer", disse.
Mantega defendeu ainda as desonerações da folha de salários das empresas, disse que elas tiveram como primeiro efeito uma recuperação das margens de lucro, mas que no médio prazo vão viabilizar novos investimentos.
Sobre as turbulências recentes nos mercados internacionais, ele diz que são "passageiras". "É só recuperar a economia internacional, o comércio, que emergentes terão nova dinâmica". Quanto ao Brasil, diz que temos reservas cambiais suficientes para atravessar essa crise e uma dívida externa de curto prazo pequena. A dívida externa com vencimento em até 12 meses corresponde a 7% da dívida total. "No ano passado, só dois emergentes fizeram superávit primário, o Brasil e a Turquia" (Leia mais).
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