Mantega: Governo deve reduzir repasses para o BNDES

Segundo ministro da Fazenda, objetivo no longo prazo é zerar os empréstimos do Tesouro Nacional ao banco de fomento; o aumento dos repasses do Tesouro para bancos públicos foi um dos motivos que levaram duas agências de classificação de risco a revisarem para baixo a perspectiva para o rating do país neste ano, já que esses desembolsos têm contribuído para a elevação do percentual da dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB)

Segundo ministro da Fazenda, objetivo no longo prazo é zerar os empréstimos do Tesouro Nacional ao banco de fomento; o aumento dos repasses do Tesouro para bancos públicos foi um dos motivos que levaram duas agências de classificação de risco a revisarem para baixo a perspectiva para o rating do país neste ano, já que esses desembolsos têm contribuído para a elevação do percentual da dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB)
Segundo ministro da Fazenda, objetivo no longo prazo é zerar os empréstimos do Tesouro Nacional ao banco de fomento; o aumento dos repasses do Tesouro para bancos públicos foi um dos motivos que levaram duas agências de classificação de risco a revisarem para baixo a perspectiva para o rating do país neste ano, já que esses desembolsos têm contribuído para a elevação do percentual da dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) (Foto: Roberta Namour)


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Reuters - O governo federal deve reduzir os repasses de recursos para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2014, e o objetivo no longo prazo é zerar os empréstimos do Tesouro Nacional ao banco de fomento, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a jornalistas nesta segunda-feira.

O aumento dos repasses do Tesouro para bancos públicos foi um dos motivos que levaram duas agências de classificação de risco a revisarem para baixo a perspectiva para o rating do país neste ano, já que esses desembolsos têm contribuído para a elevação do percentual da dívida bruta em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

"O governo ainda está definindo os parâmetros para 2014 mas o aporte será menor do que neste ano", afirmou o ministro após reunião com o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em São Paulo.

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Mantega afirmou que o BNDES ficará mais focado no financiamento de infraestrutura no ano que vem e repassará menos recursos aos Estados.

"A tendência é que em 2014 o BNDES vai estar mais focado em atividades que são mais difíceis de serem financiadas pelo setor privado, fundamentalmente infraestrutura, indústria pesada", disse Mantega. "A tendência é que então que haja uma redução dos recursos emprestados do governo federal para o BNDES".

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Mais cedo, uma fonte no governo a par do assunto disse à Reuters que o governo deve repassar ao banco de fomento neste ano mais 35 bilhões de reais, mas menos que os 45 bilhões de reais repassados no ano passado.

"A orientação é que não haja novos empréstimos para os Estados. Não haverá outro Proinveste (Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal) e nenhum outro programa, de modo que vai haver uma redução do financiamento do BNDES para os Estados", disse Mantega.

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Segundo ele, os Estados que precisarem de novos recursos deverão buscá-los em bancos privados ou em outros bancos estatais.

Em setembro, segundo fontes disseram à Reuters na época, o banco fez pedido ao governo de um novo repasse no montante de 20 bilhões de reais para garantir desembolsos de aproximadamente 190 bilhões de reais este ano e recursos para o início de 2014.

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Os desembolsos do BNDES somaram o recorde de 102 bilhões de reais entre janeiro e julho deste ano, com aumento de 50 por cento na comparação com mesmo período de 2012.

A agência de classificação de risco Moody's mudou a perspectiva da nota brasileira de positiva para estável no início deste mês, citando o aumento da dívida bruta em relação ao PIB, atualmente em cerca de 60 por cento.

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A agência Standard & Poor's, que colocou em junho a perspectiva para o rating da dívida brasileira em negativa, também questionou os recursos repassados pelo Tesouro aos bancos estatais.

(Por Laís Souza)

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