Mais vulneráveis à Covid-19, idosos representam mais da metade da renda familiar de 20,6% dos lares brasileiros

Economista do Ipea Ana Amélia Camarano observa que a população de 60 anos ou mais tem um peso econômico significativo e que "a cada idoso que morre, mais uma família entra na pobreza”. Idosos respondem por mais da metade de toda a renda familiar de 20,6% dos lares brasileiros

(Foto: ABr)


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247 - A economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Ana Amélia Camarano observa que a população de 60 anos ou mais, a mais vulnerável ao novo coronavírus, tem um peso econômico significativo e que "a cada idoso que morre, mais uma família entra na pobreza”. Um estudo elaborado por ela aponta que o trabalho dos idosos, aposentadorias ou pensões  representa mais da metade de toda a renda familiar de 20,6% dos lares brasileiros. 

Segundo reportagem do jornal O Globo, este tipo de dependência vem se agravando devido ao avanço da Covid-19e que, no caso e morte, as perdas são sentimentais e financeiras. “Há uma dupla perda. Primeiro a afetiva, depois a financeira. E até uma terceira, a de apoio familiar. Muitos avós e avôs cuidam das crianças. Sem creche e escolas, pode ser o único apoio para os pais que precisam trabalhar”, disse Ana Amélia. 

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A reportagem observa que, segundo o estudo, a renda domiciliar per capita nos domicílios em que os idosos representam mais da metade do orçamento é de R$ 1.621,80. Este valor, contudo, cai para R$ 425,54% no caso da morte dos idosos mantenedores da estrutura familiar. 

Ainda conforme o estudo, existem no Brasil cerca de que há 4,3 milhões de pessoas com menos de 60 anos que dependem exclusivamente das pessoas na faixa etária acima de 60 anos. “Com certeza (a pandemia) vai aumentar a pobreza. Como a incidência da doença é alta nesses grupos, cada idoso que morre (neste segmento social) é mais uma família que entra na pobreza. São os órfãos da Covid-19”, destacou Ana Amélia. 

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