Mais uma privatização de Temer não atrai interessados

O governo federal resolveu adiar e rever as condições do leilão para a concessão de linhas de transmissão de energia elétrica agendado para 2 de setembro, que tinha como objetivo atrair 12,6 bilhões de reais em investimentos; havia temor de falta de interessados no programa de desestatização conduzido por Moreira Franco

O governo federal resolveu adiar e rever as condições do leilão para a concessão de linhas de transmissão de energia elétrica agendado para 2 de setembro, que tinha como objetivo atrair 12,6 bilhões de reais em investimentos; havia temor de falta de interessados no programa de desestatização conduzido por Moreira Franco
O governo federal resolveu adiar e rever as condições do leilão para a concessão de linhas de transmissão de energia elétrica agendado para 2 de setembro, que tinha como objetivo atrair 12,6 bilhões de reais em investimentos; havia temor de falta de interessados no programa de desestatização conduzido por Moreira Franco (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Luciano Costa e Leonardo Goy

SÃO PAULO (Reuters) - O governo federal resolveu adiar e rever as condições do leilão para a concessão de linhas de transmissão de energia elétrica agendado para 2 de setembro, que tinha como objetivo atrair 12,6 bilhões de reais em investimentos, afirmaram à Reuters duas fontes com conhecimento direto do assunto nesta segunda-feira.

Segundo uma das fontes, havia temor no Ministério de Minas e Energia (MME) de que se repetisse no certame o fracasso da tentativa de licitação da distribuidora Celg-D, da Eletrobras ELET6.SA, cuja privatização foi desmarcada na semana passada devido à total falta de interesse do mercado.

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A pasta entendeu que o leilão envolveria muitos lotes e que talvez seja necessário elevar a receita oferecida para ter participantes, disse a fonte, sob a condição de anonimato.

A definição de uma nova data para o leilão dependerá de uma conversa do MME com o Tribunal de Contas da União (TCU), assim como uma eventual mudança nas receitas do certame.

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"O Ministério entende que a quantidade de lotes era muito grande e que não haveria competição suficiente...a ideia é aumentar o preço e reduzir os lotes para ter mais competição", disse a fonte.

Os últimos leilões de transmissão têm registrado expressivo número de lotes vazios, ou seja, que não recebem ofertas, em meio à recessão, à elevada taxa de juros, à falta de crédito e a críticas de empresas quanto a riscos ambientais no setor.

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O MME e a Agência Nacional de Energia Elétrica não responderam imediatamente a pedidos de comentários da Reuters.

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