Maior gestor do Brasil diz que não há risco-Lula

Criador da Verde Asset e um dos maiores gestores do País, Luis Stuhlberger avaliou nesta quarta-feira, 6, que caso o "risco-Lula" se concretizar e o Ibovespa for para os 50 mil pontos como os investidores estão projetando, está desenhado uma "oportunidade de compra"; segundo ele, caso Lula vença o pleito, o Congresso não iria se curvar a ele como fez em 2003 e a revogação das reformas de Michel Temer aprovadas pelo Congresso seriam mais difíceis; "Caso Lula reverta as reformas, haverá uma espiral inflacionária, uma deterioração das expectativas econômicas e uma maior tensão da população, podendo culminar no impeachment, que é tudo o que Lula não quer", avalia

05/12/2017- Recepção a Lula em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert
05/12/2017- Recepção a Lula em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro. Foto: Ricardo Stuckert (Foto: Aquiles Lins)


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Do Infomoney - Uma oportunidade de compra. É assim que Luis Stuhlberger, criador da Verde Asset e um dos maiores gestores do País, avalia um dos eventos que é visto como o grande temor do mercado: a eleição de Lula.

Caso o "risco-Lula" se concretizar e o Ibovespa for para os 50 mil pontos como os investidores estão projetando, está desenhado um "buy opportunity", aponta o gestor na Sohn Conference, realizada na manhã desta quarta-feira (6) em São Paulo.

Stuhlberger elenca algumas razões para isso: segundo ele, caso Lula vença o pleito, o Congressonão iria se curvar a ele como fez em 2003. Na primeira eleição, o petista contava com uma grande popularidade, algo que não irá acontecer em 2019, uma vez que ele contaria com um apoio menor da população. Uma vez que ele teria que entrar em uma agenda pesada e bastante dependente do Congresso caso quisesse revogar as medidas de Michel Temer, haveria grandes chances de que Lula não consiga ser bem-sucedido nessa "empreitada" (o que seria bom para o mercado).

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Além disso, o gestor da Verde Asset aponta para uma outra questão: afinal, o que Lula quer? Por que intenciona ser presidente de novo? Ao responder essa questão, Stuhlberger aponta por que acha que a "agenda raivosa" do ex-presidente não vingará caso ele seja eleito. Caso Lula reverta as reformas, haverá uma espiral inflacionária, uma deterioração das expectativas econômicas e uma maior tensão da população, podendo culminar no impeachment, "que é tudo o que Lula não quer".

"O compromisso de Lula é com a vida pessoal dele e por isso a campanha será 'sangue nos olhos'", avalia Stuhlberger, mas reiterando não acreditar que o cenário desenhado pelo mercado se concretize caso ele seja eleito.

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Stuhlberger lembra que, olhando para a curva de juros, o mercado precifica entre 70% a 80% de probabilidade implícita de Lula não concorrer na eleição. Assim, caso ele concorra, a bolsa deve registrar uma forte queda, para depois apontar para recuperação caso ele seja eleito.

Isso guia a estratégia dele no momento: a Verde Asset tem uma visão positiva para o Brasil, mas não está completamente alocada no mercado nacional, justamente por prever um movimento de forte volatilidade com as eleições, o chamado "wild market".

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De qualquer forma, independentemente de quem seja eleito presidente em 2019, o cenário apontado pelo gestor é de que o novo governante terá que fazer uma reforma da previdência logo que chegar ao poder, uma vez que os gastos estão cada vez mais consumidos pela questão previdenciária. Ele ainda faz um alerta: mesmo com a reforma, é quase impossível manter o teto de gastos no médio a longo prazo. Por outro lado, a reforma trabalhista e terceirização com certeza trarão impactos significativos em produtividade, mas que ainda não foram mensurados.

Neste cenário, com as reformas já feitas, Stuhlberger projeta um crescimento médio do PIB de 1,7% nos próximos dez anos e, vendo a Selic em 8,5% no médio prazo, ele avalia que a dívida pode ficar mais controlada, levando a uma sinalização positiva independentemente do presidente. Assim, o gestor conclui: ele está otimista com o Brasil, mas ainda não está totalmente posicionado no País e elenca preferência renda fixa como ativo preferido, seguido por ações e real.

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