Maia e centrão buscam forma para manter veto de Bolsonaro a reajuste de servidores

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e líderes do centrão se reuniram para traçar uma estratégia de forma a manter o veto de Jair Bolsonaro ao reajuste para o funcionalismo público, derrubado nesta quarta-feira (19) pelo Senado. Votação na Câmara deverá ocorrer ainda nesta quinta-feira

Rodrigo Maia
Rodrigo Maia (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)


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Ricardo Brito e Maria Carolina Marcello, Reuters - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e líderes de partidos do centrão se reuniram na manhã desta quinta-feira para afinar a estratégia entre os deputados e manter o veto do presidente Jair Bolsonaro a uma proposta que abre margem para a concessão de reajuste a servidores públicos, segundo relataram à Reuters fontes a par das negociações.

Na véspera, senadores derrubaram o veto e falta ainda os deputados votarem, o que está previsto para ocorrer na tarde desta quinta a partir das 15h.

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A intenção, segundo uma das fontes, é montar uma espécie de força-tarefa para conseguir votos e manter logo o veto de Bolsonaro ao trecho do projeto que abre exceções à proibição de reajustes salariais de servidores até o fim de 2021 na sessão de quinta —e não adiar a votação novamente, como chegou a ser aventado.

A ida de Maia ao encontro, segundo a fonte, tem por objetivo mostrar que a defesa do ajuste das contas públicas e a manutenção do veto é uma causa com a qual importantes lideranças da Câmara estão comprometidas.

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Um parlamentar que foi convocado para a reunião confirmou a intenção de articular a manutenção do veto.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que será “impossível” governar o Brasil caso a Câmara derrube o veto, já derrubado na véspera pelos senadores, e frisou que a responsabilidade não é só dele de ajudar o país a “sair do buraco”.

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A proibição da concessão de aumentos foi estabelecida como contrapartida ao auxílio federal de 60 bilhões de reais repassado a Estados e municípios para o enfrentamento da crise do coronavírus.

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