Maduro diz que não permitirá golpe na Venezuela

"Não vamos permitir um golpe parlamentar na Venezuela", disse o mandatário que, no Palácio de Miraflores, sede do governo, acompanhado de milhares de chavistas, convocou uma reunião para esta quarta-feira (26) para falar da situação política do país

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas. 01/12/2015 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em Caracas. 01/12/2015 REUTERS/Carlos Garcia Rawlins (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Agência Ansa

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta terça-feira (25), que o país não sofrerá um "golpe parlamentar". O comentário foi feito depois que a Assembleia Nacional aprovou a abertura de um julgamento sobre a responsabilidade política de Maduro.

"Não vamos permitir um golpe parlamentar na Venezuela", disse o mandatário que, no Palácio de Miraflores, sede do governo, acompanhado de milhares de chavistas, convocou uma reunião para esta quarta-feira (26) para falar da situação política do país.

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Maduro também comentou que a Constituição do seu país outorga ao presidente "o poder de defender o direito à liberdade, à democracia e à vida do povo venezuelano".

Nas ruas, os chavistas repetiam gritos como "o povo o quer, dissolva a Assembleia" e "Venezuela não é Brasil", fazendo alusão ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em discurso, o presidente disse que o que está acontecendo na Assembleia "está se transformando em um espaço de maldade e de amargura" e que "nem [Barack] Obama, nem a direita e nem nenhum império poderão com a força do povo chavista bolivariano".

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A decisão do parlamento - em uma agitada sessão - foi a de iniciar um julgamento político e legal contra Maduro por ruptura da ordem constitucional e abandono a suas funções. Além disso, o sucessor de Hugo Chavéz também foi acusado de promover um golpe de estado ao suspender o processo que convocava um referendo revogatório de seu mandato, que tem fim em 2019.

Com a abertura do julgamento, a Assembleia ordenou que o presidente venezuelano compareça à sessão da próxima terça-feira, dia 1º, o que deve ser recusado por Maduro que, como a Suprema Corte do país, considera o órgão "ilegítimo".

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