‘Madoff mineiro’ deixa a prisão em Betim
‘Investidor” Thales Maioline ganhou o apelido depois de trazer prejuízo de pelo menos R$ 100 milhões a mais de 2 mil mineiros, em 2010 - como fez, em maior escala, o ex-operador de Wall Street Bernard Madoff, dois anos antes. Detido em dezembro, o Thales conseguiu deixar a prisão cautelar por excesso de prazo, já que ainda não foi a julgamento
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Minas 247 - O “investidor” Thales Maioline, que aplicou golpes financeiros em mais de 2 mil mineiros em 2010, deixou a prisão em Betim, onde estava detido desde 16 de dezembro. A defesa alegou excesso de prazo, já que Maioline cumpria prisão cautelar, sem julgamento. Antes da detenção, o “investidor” chegou a ficar 140 dias escondido na Floresta Amazônica, na fronteira com a Bolívia.
Thales Emanuelle Maioline ganhou o apelido de Madoff Mineiro, numa alusão ao ex-operador da Bolsa de Nova York Bernard Madoff, preso em 2010 devido a fraudes no mercado. O caso Madoff foi, por sinal, um dos desencadeadores da crise que abalou a economia americana e mundial a partir do segundo semestre de 2008.
Leia texto da jornalista Sandra Kiefer no jornal Estado de Minas:
O investidor Thales Maioline, que ficou conhecido pela alcunha de Madoff mineiro ao aplicar o golpe da pirâmide financeira, calculado em R$ 86,1 milhões, em 2 mil investidores de 14 cidades de Minas Gerais está solto desde ontem à noite. Segundo o advogado Marco Antônio de Andrade, que está à frente do caso desde o início, a defesa alegou excesso de prazo para libertar o réu, que cumpria prisão cautelar, sem ir a julgamento, há mais de um ano e meio. Madoff estava preso desde 16 de dezembro de 2010 no Ceresp de Betim.
Na época, Maioline se apresentou espontaneamente à polícia. Um dia antes, concedeu entrevista ao Estado de Minas, onde relatou ter permanecido escondido por 140 dias acampado na Floresta Amazônica, na fronteira com a Bolívia, fazendo-se passar por fotógrafo entre as comunidades locais. Ele tinha sido vista pela última vez em um hotel em São Paulo, onde faria contato com um alto investidor que poderia ‘salvar’ a Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros Ltda., mas, diante da negativa do empresário, decidiu empreender fuga.
Após deixar a prisão, Maioline voltou para a casa da família, na Região da Pampulha, sendo aceito como hóspede pela mulher, que chegou a pedir o divórcio enquanto ele estava detido. Fragilizado emocionalmente, com a saúde debilitada e com todos os bens bloqueados pela Justiça, em nome dos ex-investidores da Firv, Maioline não teria mais para onde ir, segundo garante o advogado Andrade. Nos próximos quatro meses, Madoff não irá se pronunciar para a imprensa e vai manter um forte esquema de segurança em casa.
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