Lula sugere que usará parte da reserva cambial para reverter crise

Em entrevista ao jornalista José Trajano, o ex-presidente Lula deu uma pista do que pode vir a ser a espinha dorsal de sua política econômica se eleito em 2018; "O Brasil tem perto de US$ 400 bilhões em reservas cambiais. Eu pegaria 100 bi e faria investimento em infraestrutura. O pessoal quis cortar aqui e ali, cortar até aposentadoria do pescador", disse Lula; o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, lembrou que o uso das reservas cambiais foi o que justamente fez a China para manter, ainda que um pouco mais lento, o ritmo ascendente da economia

Em entrevista ao jornalista José Trajano, o ex-presidente Lula deu uma pista do que pode vir a ser a espinha dorsal de sua política econômica se eleito em 2018; "O Brasil tem perto de US$ 400 bilhões em reservas cambiais. Eu pegaria 100 bi e faria investimento em infraestrutura. O pessoal quis cortar aqui e ali, cortar até aposentadoria do pescador", disse Lula; o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, lembrou que o uso das reservas cambiais foi o que justamente fez a China para manter, ainda que um pouco mais lento, o ritmo ascendente da economia
Em entrevista ao jornalista José Trajano, o ex-presidente Lula deu uma pista do que pode vir a ser a espinha dorsal de sua política econômica se eleito em 2018; "O Brasil tem perto de US$ 400 bilhões em reservas cambiais. Eu pegaria 100 bi e faria investimento em infraestrutura. O pessoal quis cortar aqui e ali, cortar até aposentadoria do pescador", disse Lula; o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, lembrou que o uso das reservas cambiais foi o que justamente fez a China para manter, ainda que um pouco mais lento, o ritmo ascendente da economia (Foto: Aquiles Lins)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Na minha opinião, o ponto mais importante da ótima entrevista de Lula no programa Na sala do Zé, de José Trajano foi aquele em que, referindo-se aos erros cometidos na política econômica do final do primeiro e no segundo mandato de Dilma Rousseff não permitiram evitar a inversão do ciclo de crescimento econômico, antecipou o que pode vir a ser a espinha dorsal de sua política econômica se eleito em 2018.

Com uma simplicidade de fazer os economistas “sabidos” se indignarem, disse:

– O Brasil tem perto de US$ 400 bilhões em reservas cambiais. Eu pegaria 100 bi e faria investimento em infraestrutura. O pessoal quis cortar aqui e ali, cortar até aposentadoria do pescador.”

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Ideia estapafúrdia?

Então olhe só o que os chineses fizeram quando o “dragão” começou a dar sinais de cansaço, no gráfico que posto acima.

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Em escala dez vezes maior, fizeram exatamente isso: usaram US$ 1 trilhão dos U$ 4 trilhões que tinham em reservas cambiais e usaram para manter, embora um pouco mais lento, o ritmo ascendente da economia. Desde o in´cio deste ano, com a economia em condições melhores, voltaram a acumular reservas.

É lógico que isso teria de ser antecedido por algum – mesmo que parcial – realismo cambial, dando limites à insana apreciação do real que se fez pensando na “zeragem” da inflação. Alíquotas diferenciadas para a importação de supérfluos e a baixa demanda de insumos importados por uma indústria no fundo do poço evitariam uma retração da também irreal balança comercial brasileira.

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(Quem quiser saber como se faz isso, vá ler sobre a Instrução 70, do então Ministro de Vargas, Osvaldo Aranha. Evidentemente, nestes tempos de OMC e cãmbio livre, não pode ser igual, mas há uma linha de pensamento ali)

O investimento estrangeiro direto no Brasil não será, mais do que é, ativador de nossa economia, isto está claro. O investimento sempre teve e tem como nunca de ser financiado pelo Estado, a começar pela recuperação da construção pesada, da indústria – naval, sobretudo – associada ao petróleo e nas estruturas de transporte e logística.

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Fora daí é, como disse alguém, “soluço” econômico, como foi a demagógica liberação do FGTS, com efeitos pífios sobre a demanda, arruinando a capacidade de investimento desta carteira e, sobretudo, acabando logo, como acaba esta no mês que já vai para o fim.  Claro que a vamca, que papou daí um R$ 15 bi em recuperação de dívidas, adorou.

Mas se é simples ( e não é, é uma operação cheia de ajustes finos), porque não foi adotada com Dilma e, agora, com Meirelles.

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Ora, é simples. Este dinheiro não é, para os neoliberais, para dar estabilidade a um processo de desenvolvimento nacional, mas é apenas um “seguro-solvência” das nossas contas financeira para a hora (e não há “se” nisso) o Brasil quebrar.

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