Lucro do Itaú cresce quase 20% e vai a R$ 6,1 bi no 1º trimestre

Itaú Unibanco, maior banco privado do país anunciou que seu lucro recorrente no primeiro trimestre somou R$ 6,176 bilhões, alta de 6,2% sobre o trimestre anterior e de 19,6% ao ano; lucro líquido foi de R$ 6,05 bilhões, aumento de 9,2% e de 16,7% nas comparações sequencial e anual, respectivamente

Em foto de arquivo, pessoas entram em agência do Itaú no Rio de Janeiro 29/01/2014 REUTERS/Sergio Moraes
Em foto de arquivo, pessoas entram em agência do Itaú no Rio de Janeiro 29/01/2014 REUTERS/Sergio Moraes (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - O Itaú Unibanco viu seu lucro crescer no primeiro trimestre, mostrando que conseguiu compensar os efeitos da pior recessão brasileira ao controlar as despesas administrativas e melhorar a qualidade de sua carteira, o que resultou em menos provisões para perdas com calotes.

O maior banco privado do país anunciou nesta quarta-feira que seu lucro recorrente do período somou 6,176 bilhões de reais, alta de 6,2 por cento sobre o trimestre anterior e de 19,6 por cento ano a ano. O lucro líquido foi de 6,05 bilhões de reais, aumento de 9,2 e de 16,7 por cento nas comparações sequencial e anual, respectivamente.

Em linha com o que mostrara o Santander Brasil ao divulgar seus resultados de janeiro a março, o Itaú Unibanco teve queda sequencial de 17,9 por cento na provisão para perdas com inadimplência, líquido de recuperação, a 4,99 bilhões de reais. Essa variação teve benefício de um recuo de 810 milhões no impairment, baixa contábil de ativos financeiros.

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No trimestre, o banco passou a incluir o impairment na linha de provisões para perdas com inadimplência, em vez de na margem financeira com clientes. E adicionou na linha de margem financeira com clientes descontos oriundos de renegociação de crédito.

A queda em despesas para calotes refletiu o controle da qualidade da carteira, mesmo num ambiente de longa contração do crédito. No fim de março, o saldo de empréstimos do banco, incluindo avais e fianças, era de 550,3 bilhões de reais, queda de 2,1 por cento em três meses e de 8,4 por cento ano a ano.

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Ainda assim, no fim do primeiro trimestre, as operações com atraso acima de 90 dias representavam 3,4 por cento da carteira, estável ante dezembro e queda de 0,1 ponto sobre 12 meses antes.

Ao provisionar menos para calotes, o banco mais que compensou a queda de 7,8 por cento na margem financeira com clientes, que mede as receitas com operações de crédito e que somaram 17,1 bilhões de reais de janeiro a março.

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O balanço também mostrou controle das chamadas despesas não decorrentes de juros, que inclui pagamento de salários, com os 11 bilhões de reais do trimestre significando queda sequencial de 7,8 por cento e alta anual de apenas 0,8 por cento.

Na outra ponta, as receitas com tarifas e serviços do Itaú Unibanco recuaram 1,7 por cento sobre o último quarto de 2016, mas cresceram 7 por cento ano a ano, para 7,84 bilhões de reais.

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Com essa combinação, o conglomerado, que nesta semana passou a ser comandado por Candido Bracher, fechou o trimestre com retorno recorrente sobre o patrimônio líquido de 22 por cento, alta de 1,3 ponto sobre o trimestre anterior e de 2,4 pontos percentuais sobre um ano antes.

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