Lobão: "leilão de Libra ocorrerá de qualquer maneira"
Ministro de Minas e Energia concedeu entrevista coletiva na tarde deste sábado, para reafirmar a realização do leilão na próxima segunda-feira (21); “Não estamos privatizando o petróleo do pré-sal", disse; segundo ele, atualmente, o país produz 2,1 bilhões de barris de petróleo, mas deve apressar essa produção para atender a necessidade interna; "Recursos dos royalties serão monumentais para Saúde e para Educação. A vinda de empresas do exterior é positiva e não negativa. Segunda será um dia de fundamental importância para o Brasil, para a Saúde e para a Educação. Nove empresas apresentaram garantia. O importante é que haja participante, um ou mais de um”, afirmou
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247 – O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, disse, neste sábado (19), em coletiva de imprensa, que o leilão do campo de Libra, agendado para ocorrer nesta segunda-feira (21), “ocorrerá de qualquer maneira”. Ele rechaçou a ideia de que seja privatização e ressaltou que “não se pode render ao pessimismo e ao niilismo”.
“Não estamos privatizando o petróleo do pré-sal. Estamos produzindo 2,1 bilhões de barris de petróleo hoje. Devemos apressar a produção de petróleo para atender nossa necessidade interna. Segunda será um dia de fundamental importância para o Brasil, para a Saúde e para a Educação. A vinda de empresas do exterior é positiva e não negativa. Nove empresas apresentaram garantia. O importante é que haja participante, um ou mais de um”, afirmou.
Lobão afirmou que caberá a Petrobras contratar os funcionários e comprar as plataformas. Ele também disse que o Campo de Libra poderá produzir 1,4 milhão de barris de petróleo ao dia e 120 bilhões de metros cúbicos de gás. Para o ministro, o Brasil vive vésperas de grande evolução econômica com os leilões sob o regime de partilha.
Abaixo matéria da Agência Brasil:
Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Independentemente do número de interessados, o leilão do Campo de Libra será realizado na próxima segunda-feira (21), disse hoje (19) o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Até o momento, o governo contabiliza 23 ações judiciais contrárias, das quais sete foram derrrubadas pela Advocacia-Geral da União (AGU). As demais estão sendo analisadas.
Segundo Lobão, nove grupos já depositaram a garantia para participar do leilão. “Como [o valor depositado] não é pequeno, supõem-se que elas estejam interessadas. O importante é que haja participantes, seja um ou mais.”
Este será o primeiro leilão a ser feito no modelo de partilha, que terá a Petrobras como única operadora e com a participação mínima de 30% do consórcio vencedor. “Não estamos privatizando o petróleo do pré-sal, mas nos apropriando dele, porque debaixo do mar, deitado em berço esplêndido, essa riqueza de nada nos servirá", disse Lobão.
“Só em Libra, algo em torno de R$ 270 bilhões serão destinados às áreas de saúde e educação. Ao longo da exploração, que deve durar 35 anos, R$ 370 bilhões virão com a apropriação do petróleo [pela União]”, acrescentou.
Em 2013, o Brasil deverá produzir 2,1 barris de petróleo por dia, segundo estimativa apresentada pelo ministro. A expectativa é que no período de pico de produção do Campo de Libra (cerca de 15 anos após o início das operações) a produção diária seja 1,4 bilhão de barris por dia.
Edição: Andréa Quintiere
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