Levy rebate documento do PT contra ajuste: “cizânia”
Um dia depois de a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, divulgar um documento que faz críticas à política econômica do governo da presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda destacou a importância de se concluir as medidas e afirmou que "não adianta criar cizânia em torno do ajuste [fiscal]"; "A gente tem um plano muito bom de investimentos, esse 1, 2, 3 do qual eu falei: Você acerta o fiscal, os juros começam a cair e você enfrenta as questões da oferta, fazendo as mudanças que o Brasil precisa para criar empregos", disse; "A gente precisa é ter o apoio da sociedade e do Congresso para fazer isso", alertou; segundo Joaquim Levy, "uma casa dividida, como naquele filme do Abraham Lincoln, não subsiste"
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247 – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, rebateu nesta terça-feira 29 os críticos do ajuste fiscal, um dia depois de a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, ter divulgado um documento propondo "alternativas para o Brasil voltar a crescer". A análise, que foi elaborada "por mais de uma centena de especialistas", segundo a entidade, faz críticas à atual política econômica da presidente Dilma Rousseff.
"Não adianta criar cizânia em torno do ajuste", rebateu Levy, defendendo que é preciso concluir as medidas propostas dentro do ajuste fiscal. "A gente tem um plano muito bom de investimentos, esse 1, 2, 3 do qual eu falei: Você acerta o fiscal, os juros começam a cair e você enfrenta as questões da oferta, fazendo as mudanças que o Brasil precisa para criar empregos", detalhou, ao participar de evento em São Paulo.
O ministro cobrou que "a gente precisa é ter o apoio da sociedade e do Congresso para fazer isso". E lembrou que "uma casa dividida, como naquele filme do Abraham Lincoln, não subsiste. Mas uma casa com pluralidade pode ser forte". "Vamos trabalhar juntos em prol do plano 1,2,3", apelou Levy, acrescentando que "o Brasil vai crescer e sem voo de galinha".
Mais cedo, a jornalistas, o ministro da Fazenda comentou que é preciso concluir o ajuste fiscal para os juros começarem a cair. "Enquanto não acertarmos o fiscal, os juros não vão cair", disse. Joaquim Levy disse ainda que o maior risco ao se tentar acertar as contas públicas é a procura por "soluções fáceis".
Em comentário feito nesta terça, o jornalista Kennedy Alencar comentou que o documento da Fundação Perseu Abramo "defende uma receita que já foi implementada pela presidente Dilma Rousseff e deu errado". "Ao propor uma nova política econômica, o PT atrapalha o governo Dilma no seu momento mais difícil", avalia (leia mais).
De acordo com o documento, o ajuste "ameaça a inclusão social". Para os líderes da Perseu Abramo que concederam coletiva de imprensa nesta segunda-feira, houve um diagnóstico "equivocado" da situação econômica do País. Segundo eles, que não chegaram a fazer críticas diretas a Dilma, também foi um erro considerar o ajuste fiscal como única solução para a crise. Os documentos podem ser baixados aqui.
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