Levy: permaneço na Fazenda 'até segunda ordem'
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou neste domingo (15) que permanece no cargo "até segunda ordem"; "Estou navegando", disse o titular da economia a repórteres ao fim do primeiro dia da cúpula do G20, em Antália, na Turquia; o ministro relacionou à atual recessão no país ao ambiente de incerteza gerado pelo ajuste fiscal e medidas que precisam ser aprovadas; citou até trechos de A Banda, de Chico Buarque, para explicar sua tese; "Por que o PIB está caindo? Porque hoje todo mundo parou. O homem sério que contava dinheiro parou. A namorada que contava estrelas parou. Para quê? Para ver o que vai ser votado", disse
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247 - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou neste domingo (15) que permanece no cargo "até segunda ordem". "Estou navegando", disse o titular da economia a repórteres ao fim do primeiro dia da cúpula do G20, em Antália, na Turquia.
Levy se disse "otimista" e citou a aprovação pela Câmara dos Deputados, na semana passada, de projeto que para regularização de recursos de brasileiros não declarados no exterior, uma das medidas da cesta de austeridade.
O ministro relacionou à atual recessão no país ao ambiente de incerteza gerado pelo ajuste fiscal e medidas que precisam ser aprovadas. Citou até trechos de A Banda, de Chico Buarque, para explicar sua tese.
"Por que o PIB está caindo? Porque hoje todo mundo parou. O homem sério que contava dinheiro parou. A namorada que contava estrelas parou. Para quê? Para ver o que vai ser votado. Enquanto não resolver essa questão, todo mundo parou. PIB é fluxo, você não toma as ações e o PIB naturalmente parou, é fluxo. Não é que esteja nada errado exatamente na economia, só que ele parou. Até o faroleiro parou. Muito bem, alguns não.", disse.
Sobre informações veiculadas na imprensa atribuídas ao ex-presidente Lula, que teria dito que o ministro tem "prazo de validade vencido", Levy afirmou que "certas coisas não são verificáveis", mas pontuou: "Nunca tive grandes diferenças com o presidente Lula".
Em seguida, elogiou a "grande sabedoria" do antecessor de Dilma: "ter paciência" no começo de seu governo para fazer a economia engrenar aos poucos depois dos problemas de 2002.
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