Levy: ‘O Brasil não pode ver os impostos com miopia’
Ministro da Fazenda anuncia conjunto de medidas para reverter o atual momento econômico e recuperar a nota de crédito rebaixada pela agência Standard & Poors; "É uma estratégia robusta, que nos permitirá criar essa ponte até um momento mais favorável da nossa economia", disse; Joaquim Levy afirmou que vamos continuar, no ano que vem, "com a mesma disciplina deste ano" e argumentou que "a gente não deve ser vítima de uma miopia na questão dos impostos. É preciso entender por que estamos fazendo isso"
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247 – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta quinta-feira que o governo apresentou uma estimativa de déficit primário para 2016 para garantir os caminhos para atingir a meta de superávit primário equivalente a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano.
Segundo Levy, os resultados virão de conversas e consultas com o Congresso Nacional e de processos com corte de despesas e aumento de receitas. O ministro anunciou medidas, que chamou de "estratégia robusta", para que o País volte a ser classificado como grau de investimento.
Após citar cortes que resultaram em uma economia de R$ 80 bilhões, dizer que as despesas deste ano devem ser 40% menores do que em relação ao ano passado e anunciar que "devemos ter mais cortes e eventuais novas fontes de receita", Levy afirmou: "É uma estratégia robusta, que nos permitirá criar essa ponte até um momento mais favorável da nossa economia".
O ministro disse que "o governo não vai chegar sozinho no 0,7%, só vai chegar se a sociedade entender a importância de colocar as contas em ordem". "Se a gente tiver que pagar um pouco mais de imposto pro Brasil ficar com uma boa imagem lá fora, eu tenho certeza que todo mundo vai querer fazer isso", afirmou. De acordo com Levy, o governo "só está fazendo o que é necessário para o Brasil crescer com segurança".
Com Reuters
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