Levy não descarta novos cortes

"O governo tem plena consciência que eventualmente mudar a meta não significa o fim do ajuste. Pelo contrário, significa que você tem que continuar fazendo o ajuste", disse o ministro da Fazenda a jornalistas

"O governo tem plena consciência que eventualmente mudar a meta não significa o fim do ajuste. Pelo contrário, significa que você tem que continuar fazendo o ajuste", disse o ministro da Fazenda a jornalistas
"O governo tem plena consciência que eventualmente mudar a meta não significa o fim do ajuste. Pelo contrário, significa que você tem que continuar fazendo o ajuste", disse o ministro da Fazenda a jornalistas (Foto: Gisele Federicce)


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Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse hoje (21) que o governo "tomará todas as medidas necessárias para fazer um ajuste [fiscal] com vigor e mas realismo". Ele ressaltou que uma eventual redução da meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida) para este ano, fixada em 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país) não representa o fim do ajuste.

Segundo ele, "o governo tem plena consciência que mudar a meta não significa o fim do ajuste. Vai continuar fazendo ajuste". As declarações de Levy acontecem na véspera da divulgação do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas. Elaborado a cada dois meses, o documento traz reestimativas de arrecadação, metas e projeções sobre o comportamento da economia. Caso haja redução da meta de superávit primário, deve ser informada no relatório.

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Levy sinalizou, ainda, não descartar medidas de contingenciamento, além das já anunciadas pelo governo. "O relatório [de receitas e despesas] vai refletir a realidade. Tem que fazer um trabalhinho de contingenciamento. Talvez tenha que cortar um pouquinho de despesa", declarou. Em maio, o governo já anunciou contingenciamento de R$ 69,9 bilhões.

Este ano, o governo realiza corte de gastos para conseguir fazer superávit e recuperar a confiança na economia brasileira. No entanto, tem havido dificuldades no ajuste, em função da arrecadação menor que a esperada. Além disso, algumas medidas para reduzir os gastos e aumentar a arrecadação ainda dependem de aprovação do Congresso Nacional. No ano passado, o país fechou suas contas com déficit primário de R$ 32,53 bilhões no setor público consolidado.

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Questionado se o atual cenário de turbulência no Congresso Nacional poderia afetar a economia real, o ministro da Fazenda destacou que "o importante é, em todos os segmentos da vida nacional, a gente ter menos incertezas". Na última semana, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou rompimento com o governo.

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