Levy: "Governo não pode deixar o País parar"

Para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi acertada a decisão do governo de voltar a usar os bancos públicos para estimular a atividade; ele afirma que "o País não pode parar"; Levy também diz que o governo começa a destravar as operações de crédito para os estados; "Se todo mundo ficar apenas assistindo, é óbvio que o PIB vai cair, porque PIB é fluxo. Ele é a soma do que você faz todo dia", afirmou o ministro, ao comentar as operações dos bancos públicos; "Se você começa a postergar decisões, o PIB cai.E aí o custo do ajuste vai além do planejado", afirma o ministro

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy participa do 25� Encontro Nacional de Com�rcio Exterior - ENAEX, no Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Ag�ncia Brasil)
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy participa do 25� Encontro Nacional de Com�rcio Exterior - ENAEX, no Rio de Janeiro (Tomaz Silva/Ag�ncia Brasil) (Foto: Romulo Faro)


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247 - Para o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi acertada a decisão da presidente Dilma Rousseff de voltar a usar os bancos públicos para estimular a atividade. Ele afirma que "o País não pode parar". Levy também diz que o governo começa a destravar as operações de crédito para os estados.

"Se todo mundo ficar apenas assistindo, é óbvio que o PIB [Produto Interno Bruto] vai cair, porque PIB é fluxo. Ele é a soma do que você faz todo dia", afirmou o ministro, ao comentar as operações dos bancos públicos. "Se você começa a postergar decisões, o PIB cai.E aí o custo do ajuste vai além do planejado", afirma o ministro em entrevista ao jornal Folha de São Paulo.

Nesta semana a Caixa Econômica Federal lançou linhas de crédito com taxas de juros menores para setores como o automotivo, sob a condição de que as empresas se comprometam a não demitir funcionários. Parte dos empréstimos será feita com recursos públicos e dos trabalhadores (FGTS e FAT).

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O Banco do Brasil também anunciou linhas para o setor automotivo, com recursos próprios. Levy afirmou, no caso da Caixa, que o governo pretende "acompanhar de perto" como o dinheiro será gasto.

Sobre as críticas de que o estímulo ao crédito vai na direção contrária do esforço do Banco Central de elevar os juros para conter a inflação, Joaquim Levy afirmou que há uma preocupação de garantir "alinhamento com a política monetária".

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Apesar do fraco desempenho da arrecadação neste ano, o ministro voltou a dizer que vai economizar o suficiente para cumprir a meta de arrocho fiscal de 2015, o equivalente a 0,15% do PIB (produto interno bruto).

Para 2016, segundo o ministro, o governo está focado em "melhorar o funcionamento do Estado", o que resultará em mais medidas de redução dos gastos da Previdência e de outras áreas.

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O ministro indicou confiança no avanço da reforma do ICMS (imposto estadual) e disse que o governo espera encaminhar em setembro ao Congresso projeto de mudança no modelo de cobrança do PIS (tributo federal).

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