Levy evita comentar seu futuro à frente da Fazenda

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, evitou comentar o seu futuro à frente da pasta; ao participar de uma reunião com investidores em Londres, ele foi questionado sobre o assunto em duas ocasiões , mas evitou responder as perguntas; investidores teriam demonstrado preocupação não com a possibilidade de um impeachment da residente Dilma Rousseff, mas com o futuro do ministro da Fazenda. "Se ela fica, ou não, agora é apenas um detalhe. De todo modo, ela deixará o cargo daqui a dois anos. O importante é saber o que acontece com a Fazenda", disse um participante do encontro

Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy; e do Planejamento, Nelson Barbosa; anunciam cortes no Orçamento durante coletiva (Valter Campanato/Agência Brasil)
Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy; e do Planejamento, Nelson Barbosa; anunciam cortes no Orçamento durante coletiva (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)


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S247 - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não quis comentar as suas próprias expectativas em relação ao seu futuro à frente da pasta. Levy, que está em Londres participando de uma reunião com representantes de grupos de 20 fundos de investimento de renda fixa e ações, foi questionado sobre o assunto em duas ocasiões , mas evitou responder as perguntas.

Segundo declarações de participantes do encontro ao jornal O Globo, os investidores se mostraram preocupados não com a possibilidade de um impeachment da residente Dilma Rousseff, mas com o futuro do ministro da Fazenda. "Se ela fica, ou não, agora é apenas um detalhe. De todo modo, ela deixará o cargo daqui a dois anos. O importante é saber o que acontece com a Fazenda", teria dito a fonte. Levy vem sendo duramente criticado não apenas pela oposição, mas por setores do PT e de outros partidos da base governista em função do ajuste fiscal e da crise econômica.

O ministro também teria se concentrado apenas na situação econômica do Brasil, evitando responder ou comentar a crise política do governo da presidente Dilma Rousseff. "É claro que é sempre melhor ouvir diretamente dele. Mas não foi suficiente para nos dar confiança. (A situação) não depende só dele, mas de todo o sistema", observou o analista  que pediu para não ser identificado.

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