Levy diz ter apoio de Dilma e garante que não deixará o cargo

"Eu tenho esse apoio. Não é uma questão de sentir, é manifesto", disse Levy, em Lima, durante as reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional no Peru; "Há inúmeras manifestações desse apoio", afirmou

Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy; e do Planejamento, Nelson Barbosa; anunciam cortes no Orçamento durante coletiva (Valter Campanato/Agência Brasil)
Os ministros da Fazenda, Joaquim Levy; e do Planejamento, Nelson Barbosa; anunciam cortes no Orçamento durante coletiva (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Attuch)


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LIMA (Reuters) - O ministro das Fazenda, Joaquim Levy, disse à Reuters neste sábado que a presidente Dilma Rousseff expressou pessoalmente seu apoio a ele e que pretende permanecer no cargo o quanto for necessário para tirar a economia da lentidão.

    Especulação do mercado de que Levy estaria considerando deixar o cargo adicionou combustível a uma crise política e econômica que influenciou na queda do real ante o dólar nas últimas semanase levantou as taxas de juros futuras.

    "Eu tenho esse apoio. Não é uma questão de sentir, é manifesto", disse Levy à margem de reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional no Peru". "Há inúmeras manifestações desse apoio".

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   Levy disse que Dilma está fazendo o possível para avançar com o ajuste fiscal, que vem sendo criticado por congressistas. Segundo ele, Dilma está empenhada em alcançar o superávit primário de 0,7 por cento do Produto Interno Bruto em 2016.

Dilma está tentando desfazer uma série de erros de política durante seu primeiro mandato que ajudou a afundar a economia em sua pior recessão em 25 anos.

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    A divisão ideológica entre Dilma e Levy levantou dúvidas sobre se os dois podem chegar a um acordo sobre um plano para promover a retomada da economia.

    Mas muitos investidores acreditam que a influência de Levy no governo está diminuindo porque ele não conseguiu convencer Dilma a adotar um plano de ajuste fiscal mais severo.

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    Levy tem sido criticado publicamente por parlamentares do PT, partido de Dilma, e pedem sua demissão.

Levy disse que nunca pensou em deixar o Ministério.

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    "Eu na tenho plano de sair do governo, a gente tem ainda uma longa agenda a fazer, uma agenda de reformas estruturais, para fazer o pais responder a nova situação internacional que ele enfrenta", disse.

    Apesar da crescente tensões com o Congresso Nacional, que têm levantado a possibilidade de impeachment de Dilma, Levy disse estar confiante de que os parlamentares acabarão apoiando um plano para cortar gastos e aumentar os impostos, de forma a garantir um superávit fiscal em 2016.

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    Nesse aspecto, a aprovação da proposta de retomada da cobrança da CPMF é fundamental nos esforços para reequilibrar as contas públicas e recuperar a confiança dos investidores, disse Levy.

    Líderes empresariais e políticos disseram que a proposta da CPMF está morta desde o começo e que o governo precisa buscar outras opções para obter os cerca de 30 bilhões de reais extras, cerca de metade do pacote fiscal.

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    "É parte normal, absolutamente normal de um processo de recuperação fiscal", disse Levy, citando um imposto sobre o valor adicionado no Reino Unido para tapar um déficit alguns anos atrás.

Ele disse que o aumento de outros impostos, como sobre produtos industriais, criaria distorções maiores na economia, que já tem uma das maiores cargas tributárias do mundo.

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    Levy também disse que o governo será constantemente revendo seus programas para reduzir os gastos e melhorar a eficiência e que as mudanças no seguro-desemprego permitirá ao governo economizar até 1,5 bilhão de reais em 2016.

 

(Edição de Aluísio Alves)

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