Levy deve deixar governo nesta sexta ou no máximo nos próximos dias

Informação é de fontes da agência Reuters; em café da manhã com jornalistas nesta manhã, o ministro da Fazenda afirmou que quaisquer mudanças na equipe econômica dependerão de o governo definir quais são suas prioridades; Joaquim Levy evitou confirmar se está de saída do governo e disse que não quer criar nenhum constrangimento à presidente Dilma Rousseff

Informação é de fontes da agência Reuters; em café da manhã com jornalistas nesta manhã, o ministro da Fazenda afirmou que quaisquer mudanças na equipe econômica dependerão de o governo definir quais são suas prioridades; Joaquim Levy evitou confirmar se está de saída do governo e disse que não quer criar nenhum constrangimento à presidente Dilma Rousseff
Informação é de fontes da agência Reuters; em café da manhã com jornalistas nesta manhã, o ministro da Fazenda afirmou que quaisquer mudanças na equipe econômica dependerão de o governo definir quais são suas prioridades; Joaquim Levy evitou confirmar se está de saída do governo e disse que não quer criar nenhum constrangimento à presidente Dilma Rousseff (Foto: Gisele Federicce)


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247 - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pode deixar o governo já nesta sexta-feira 18 ou, no máximo, nos próximos dias, disse à Reuters fontes relacionadas com o assunto. Em café da manhã com jornalistas nesta manhã, no entanto, Levy evitou confirmar sua saída. E disse que quaisquer mudanças na equipe econômica dependerão de o governo definir quais são suas prioridades. Leia abaixo reportagens da Reuters e da Agência Brasil a respeito:

Levy deve deixar o governo nesta 6ª, no máximo nos próximo dias, dizem fontes

Por Lisandra Paraguassu e Patrícia Duarte

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BRASÍLIA/SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deve deixar o cargo ainda nesta sexta-feira, no máximo nos próximos dias, afirmaram à Reuters duas fontes com conhecimento sobre o assunto, após diversos atritos com a presidente Dilma Rousseff, sobretudo quanto ao ajuste fiscal.

O nome mais forte para substituí-lo é o do atual ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que tem um perfil mais alinhado ao da presidente, apesar da certa resistência do mercado, que o enxerga como "desenvolvimentista".

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O país passa por grave recessão econômica, com inflação elevada, além de intensa crise política, que culminou com abertura de um processo de impeachment contra a presidente. Com as contas públicas em desordem, Dilma tem dificuldades para encontrar outro nome para substituir Levy.

Dois nomes de fora do governo teriam sido sondados, segundo duas fontes, mas não aceitaram: o economista Marcos Lisboa, diretor do Instituto de Ensino e Pesquisa Insper, e Otaviano Canuto, diretor-executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Por isso, a solução pode ser Barbosa, que tem ótimo relacionamento com a presidente. E o Ministério do Planejamento poderia ficar sob o comando de um técnico interino até se encontrar um novo nome.

Fontes do Planalto já começam a "vender" a ideia de que Barbosa não é um "irresponsável" e não vai ficar gastando além do que pode nem abandonar o ajuste fiscal.

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Ao mesmo tempo, enquanto enfrenta um pedido de impeachment, Dilma precisa contar com quem realmente a apoia, que são os movimentos sociais, e que cobram pelo menos algumas mudanças na política econômica.

Já há algum tempo o governo fala que é preciso parar de falar em ajuste e começar a valorizar o retorno ao crescimento, alternativas para retomada da geração do emprego e renda.

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Nesta manhã, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que um ministro da Fazenda precisa ser "jeitoso", além de técnico e político.

Mudança na equipe econômica dependerá das prioridades do governo, diz Levy

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Wellton Máximo e Daniel Lima, da Agência Brasil – Quaisquer mudanças na equipe econômica dependerão de o governo definir quais são suas prioridades, disse hoje (18) o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em café da manhã com jornalistas, ele evitou confirmar se está de saída do governo e disse que não quer criar nenhum constrangimento à presidenta Dilma Rousseff.

"O ano fiscal se encerrou. Isso abre tantas alternativas. Meu objetivo não é criar nenhum tipo de constrangimento ao governo. Temos de ter clareza [sobre] qual é a prioridade nas diversas demandas do governo e da presidente. Qualquer mudança vai depender disso", declarou o ministro.

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Apesar de insistentes perguntas dos jornalistas, o ministro não confirmou ou desmentiu que esteja deixando o governo. Ele disse apenas que é importante verificar as mudanças que a equipe econômica conseguiu implementar neste ano e o comprometimento com reformas estruturais, em vez de fazer especulações sobre o risco que representaria sua saída do cargo.

"Tudo tem risco. As pessoas olham o risco, mas o importante é olhar o retorno. [O país] precisa manter certos rumos e concluir as reformas para não ficar parado. Acho que é isso o que estou tentando falar", declarou.

Ontem (17) à noite, diversos veículos de comunicação informaram que, no encerramento da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), Levy falou em tom de despedida que não estaria na próxima reunião do órgão, em 21 de janeiro. O ministro evitou negar as aspas, dizendo que todas as reuniões do CMN são secretas.

"Só posso dizer que hoje lembrei a alguns o que dizia meu ex-colega Pedro Malan [ministro da Fazenda de 1995 a 2002] em relação às reuniões do Conselho Monetário Nacional. Tudo o que é dito nesta sala permanece exclusivamente nesta sala. Não tenho entendimento do que vocês falaram. Vocês [jornalistas] não devem ficar exarcebando a incerteza", acrescentou o ministro.

Nesta semana, o ministro da Fazenda sofreu uma derrota quando o Congresso Nacional, por meio de um acordo com o governo, reduziu a meta de superávit primário – economia para pagar os juros da dívida pública – de 0,7% (R$ 43,8 bilhões) para 0,5% (R$ 30,5 bilhões) do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2016. O ministro tinha se comprometido com a meta de 0,7% para a União, os estados e os municípios, mas o governo conseguiu reduzir a meta para evitar o corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família para o próximo ano.

Inicialmente, o governo tentou incluir um mecanismo para abater investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e gastos com epidemias e desastres naturais, mas um acordo de líderes na Comissão Mista de Orçamento (CMO) derrubou o dispositivo, que permitiria que o esforço fiscal fosse zerado no próximo ano. Ao ser questionado sobre se a derrubada dessa possibilidade de abatimento representou uma vitória da Fazenda, o ministro disse que o fato demonstrou a independência do Congresso.

"Essa foi uma vitória não da Fazenda, mas do Congresso. O importante é ter meta clara. Mas é importante lembrar que a meta clara também pressupõe disposição de [o Congresso] garantir receitas necessárias [como a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira] para o Executivo executar orçamento aprovado. Não dá tarefa para alguém sem dar os meios. Isso mostra a independência e o funcionamento harmônico entre os poderes", disse.

Levy pede empenho do Congresso para aprovar CPMF

Levy cobrou empenho do Congresso Nacional para a aprovação da nova Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), destinada a cobrir o déficit da Previdência Social. Esta semana, o Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2016 que inclui a previsão de receita com o retorno da CPMF.

"Tem que haver essa coerência entre o que o Congresso aprovou de meta e os recursos que ele disponibilizará para o cumprimento dessa meta", disse.

Joaquim Levy não quis fazer uma previsão sobre o momento ideal para que o Congresso aprove a CPMF, mas acredita que essa decisão não pode demorar. "Se vai ser feito e vai demorar, aí depende muito do calendário e de fatos na Casa que interferem na evolução da pauta", acrescentou..

Ele destacou que é importante também dar continuidade aos ajustes no Congresso Nacional. Segundo Levy, o país tem que olhar para a frente e é importante a participação de todos. "Ficar parado agora é andar para trás, principalmente quando a gente vê os nossos vizinhos. Essa coerência terá que ser trabalhada assim que o próximo ano legislativo começar".

O ministro garantiu que o governo vai trabalhar para melhorar os gastos públicos, principalmente os obrigatórios, como as despesas com a Previdência Social.

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