Levy defende cautela na expansão do crédito
Futuro ministro da Fazenda falou ao Valor Econômico sobre os rumos da economia brasileira; ajuste fiscal está no centro das atenções e terá como resultado um superávit primário de R$ 66 bilhões em 2015; Joaquim Levy prega cautela na expansão do crédito e cita exemplos de Estados Unidos e China para justificar as mudanças; "Nos Estados Unidos, os estímulos fiscais saíram de cena desde 2013, inclusive com o Tesouro vendendo ações das empresas em que teve que intervir"; Levy sinaliza abertura da economia nacional como forma de encarar a retração; "A expansão do nosso comércio exterior, mesmo em um quadro em que a economia internacional não anda muito forte, vai ser essencial"
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247 - Em entrevista ao Valor Econômico, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, falou de diretrizes e mudanças no cenário econômico brasileiro e de quais serão os principais desafios de sua gestão. O ajuste fiscal será o centro das atenções e projeta um superávit primário de R$ 66 bilhões para 2015 diante dos R$ 10 bilhões deste ano.
Na entrevista a Cláudia Safatle, o novo ministro se mostra preocupado com a expansão do crédito e dá como definitiva a mudança da política fiscal. "O reequilíbrio da economia exige mudança deJoaqui preços relativos e cuidado com a expansão do crédito. E uma reorientação imediata da política fiscal", diz.
Joaquim Levy cita os exemplos dos gigantes Estados Unidos e China para justificar a guinada na economia brasileira. Ele observa que os estímulos fiscais e monetários das grandes economias estão sendo retirados. " ".
Levy ainda observa que o governo chinês deixou de se engajar nos investimentos imobiliários para focar nas questões estruturais, "como o financiamento das cidades para dar cidadania aos migrantes".
Ao jornal, Joaquim Levy afirmou que a expansão da economia também está no cronograma de ações do governo. "A expansão do nosso comércio exterior, mesmo em um quadro em que a economia internacional não anda muito forte, vai ser essencial". O economista, no entanto, reduz a responsabilidade do governo neste processo de abertura.
"É óbvio que o protagonismo para nossas empresas começarem a participar efetivamente das chamadas cadeias globais de geração de valor não vai ser do governo. O que o governo pode fazer é diminuir barreiras, facilitando a concorrência e a abertura. A experiência mostra que as empresas sabem sair da zona do conforto e vencer desafios quando o governo abre espaço".
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