Levy admite criação de imposto temporário
Ministro da Fazenda diz que governo estuda propor possível tributação temporária para aumentar a arrecadação e afastar o déficit de R$ 30,5 bilhões previstos no Orçamento; em entrevista a jornalistas na capital turca, Ancara, após participar de reunião do G20, Levy ironizou as especulações sobre sua eventual saída do governo: "folhetim"; Levy disse que o plano para enfrentar o problema nas contas públicas está em fase de construção e citou a possível taxa de "travessia"; "Depois se retiraria", garantiu; perguntado sobre qual foi o tema de conversa com Dilma na quinta-feira (3), após especulações sobre sua situação dentro do governo, Levy disse que ambos trataram de "temática fiscal, ponto"
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247 - O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou neste sábado (5) que o governo estuda a criação de um possível imposto temporário para aumentar a arrecadação, após apresentar a peça orçamentária de 2016 com previsão de déficit de 30,5 bilhões de reais, de acordo com o jornal Valor Econômico. Em entrevista a jornalistas na capital turca, Ancara, após participar de reunião do G20, Levy disse ainda que as especulações sobre sua eventual saída do governo não passam de "folhetim".
“Não vou entrar no folhetim, não tenho porque dizer o que conversei com a presidente”, afirmou.
Levy disse que o plano para enfrentar o problema nas contas públicas está em fase de construção, e citou o possível novo imposto.
"Pode ser imposto para atravessar essa travessia. E depois se retiraria. Estamos no meio de uma discussão sobre isso”, afirmou o ministro, de acordo com o site do jornal Valor Econômico.
“O importante é onde vamos chegar e porque vamos chegar, e é para evitar a degradação (do grau de investimento), porque se não fizermos (o ajuste), aumentamos muitos os riscos e vamos destruir emprego por muitos anos”, acrescentou.
A ideia de encontrar novas formas de receita para equilibrar o Orçamento vem sendo defendida em público pela presidente Dilma Rousseff como forma de evitar o déficit no Orçamento do ano que vem, uma vez que o governo cortou "tudo que poderia ser cortado", nas palavras de Dilma.
Perguntado sobre qual foi o tema de conversa com Dilma na quinta-feira, após especulações sobre sua situação dentro do governo, Levy disse que ambos trataram de "temática fiscal, ponto".
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