Leite derramado no BNDES
Operações no mercado de laticínios causam prejuízo de R$ 700 milhões ao banco comandado por Luciano Coutinho
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247 – Prejuízo de R$ 700 milhões. Esse deve ser o resultado do investimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), presidido por Luciano Coutinho, da tentativa de criar uma gigante do leite, no caso, a LBR – Lácteos Brasil. A baixa contábil deverá ser registrada no próximo balanço do Banco, a ser divulgado até março, apurou reportagem do jornal Valor Econômico.
O patrocínio do BNDES pela criação da LBR foi feito em 27 de janeiro de 2011. Dos R$ 700 milhões injetados pela instituição, R$ 450 milhões foram para o caixa da empresa via aumento de capital, enquanto R$ 250 milhões com a subscrição de debêntures conversíveis. A fatia de 30,28% do capital da empresa pertence ao Banco, por meio da BNDESPar.
Apesar dos planos bastante otimistas na época da criação da empresa, com expectativa de faturamento de R$ 4,5 milhões em 2012, os executivos da LBR viram o leite ser derramado diante da dificuldade de obter resultado com a fusão de 16 marcas diferentes, 12 delas apenas do leite longa vida (UHT). O plano de recuperação da companhia já suspendeu cinco marcas e fechou 11 fábricas, de acordo com o Valor.
A LBR nasceu da fusão do laticínio Bom Gosto e da LeiteBom, que tem como um dos principais acionistas o BNDES. O objetivo, com a fusão, era consolidar o pulverizado mercado de lácteos do País. Segundo informou a reportagem, a empresa pretende fechar mais cinco fábricas, deixando apenas 15 unidades em funcionamento.
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