Leilão de energia contrata 670 MW; eólicas dominam

O certame realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para entrega de energia a partir de 2018, registrou um preço médio de R$ 188,87 por megawatt-hora, com deságio de 2,27% ante os preços teto, considerado baixo e refletindo custos crescentes do setor

O certame realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para entrega de energia a partir de 2018, registrou um preço médio de R$ 188,87 por megawatt-hora, com deságio de 2,27% ante os preços teto, considerado baixo e refletindo custos crescentes do setor
O certame realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para entrega de energia a partir de 2018, registrou um preço médio de R$ 188,87 por megawatt-hora, com deságio de 2,27% ante os preços teto, considerado baixo e refletindo custos crescentes do setor (Foto: Gisele Federicce)


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Por Luciano Costa

SÃO PAULO (Reuters) - O leilão de energia elétrica A-3 contratou nesta sexta-feira 669,5 megawatts em potência instalada, sendo dominado por usinas eólicas, que venderam a maior parte do total contratado, segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O certame realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para entrega de energia a partir de 2018, registrou um preço médio de 188,87 reais por megawatt-hora, com deságio de 2,27 por cento ante os preços teto, considerado baixo e refletindo custos crescentes do setor.

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Segundo a CCEE, 10,96 bilhões de reais serão movimentados ao longo do período de venda da energia, que é de 30 anos para as hidrelétricas e 20 anos para as demais usinas.

A implementação dos 29 empreendimentos vencedores do leilão demandará investimentos de 2,5 bilhões de reais, acrescentou a câmara.

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As usinas eólicas venderam 538,8 megawatts, seguidas pelas pequenas centrais hidrelétricas, com 66,2 megawatts, e pelas térmicas a biomassa e gás natural, que somaram 64,5 megawatts em capacidade.

Do lado das distribuidoras de energia, que entram no certame como compradoras, os destaques foram Light, responsável por 16,6 por cento da contratação no leilão, seguida por Copel, com 14,4 por cento, e Celesc, com 9,2 por cento.

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Já a AES Eletropaulo contratou apenas 1,6 por cento do total demandado, e a Cemar, da Equatorial Energia, apenas 0,4 por cento.

POUCA COMPETIÇÃO

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O deságio médio de 2,27 por cento frente aos preços teto estabelecidos para cada fonte foi baixo, em linha com os resultados das últimas contratações realizadas em leilões do governo, em que não houve acentuada competição entre os investidores pela venda de energia.

O resultado refletiu reclamações das empresas do setor às vésperas do certame sobre preços teto apertados frente aos custos crescentes.

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A energia contratada, 669,5 megawatts, também não representa um montante elevado, ficando em linha com o esperado por analistas, devido à forte redução no consumo de energia elétrica no país neste ano, que influencia a curva de demanda das empresas para os próximos anos.

Dos 19 parques eólicos viabilizados, sete são no Maranhão e oito no Piauí, enquanto os outros quatro empreendimentos serão instalados no Ceará. Os preços de venda da energia pelas usinas a vento variaram de 182,42 reais por megawatt-hora a 178,88 reais por megawatt-hora.

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Dentre as usinas a biomassa, uma, em São Paulo, usará bagaço de cana, enquanto outra, no Rio Grande do Sul, será movida a casca de arroz. Os preços foram de 210,73 reais por megawatt-hora e 212 reais por megawatt-hora, respectivamente.

Já a única usina a gás natural do certame será construída na Bahia, com energia vendida a 214,25 reais por megawatt-hora.

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Sete pequenas hidrelétricas, que serão construídas em Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, negociaram energia por entre 202,85 reais por megawatt-hora e 207 reais por megawatt-hora.

Por fonte, o deságio verificado foi de 5,1 por cento para as usinas hídricas, 2,4 por cento para as térmicas a biomassa e gás e 1,6 por cento para as eólicas.

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