Lava Jato quer criminalizar Lula em movimentos do BNDES

"O Ministério Público Federal, nas mãos de Janot, buscará ainda mais cooperação internacional para estender as investigações envolvendo o BNDES. Por outro lado, apesar de poder auxiliar nas apurações, a cooperação pode acarretar em mais bloqueios de países estrangeiros a empreiteiras e companhias brasileiras que têm entre sua cartela de clientes outras nações", informa reportagem do jornal GGN

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janot (Foto: Leonardo Attuch)


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Do jornal GGN A Operação Lava Jato pretende criar uma força-tarefa específica para investigar os desdobramentos envolvendo as operações do BNDES no Brasil e internacionalmente, segundo investigadores. O grupo será instalado no Rio de Janeiro, mas precisará ser organizado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou reportagem do Valor. 
 
Entretanto, apesar das dezenas de procedimentos investigatório que poderão ser apurados pelo grupo, entre eles as investigações envolvendo Eduardo Cunha e nomes da cúpula do PMDB, a intenção é mirar a nova força-tarefa nas transações que podem incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Isso porque os investigadores informaram à reportagem do Valor a investigação que tem como base um suposto envolvimento direto de Lula em supostas vantagens indevidas que ele teria recebido da Odebrecht, entre os anos de 2008 e 2010 e 2011 e 2015.
  
A informação é de que os procuradores já reuniram "quantidade expressiva de dados entregues por delatores, além de documentos obtidos em ações de busca e apreensão e informações de quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados relacionados ao banco", publica.
 
Nessas apurações, o MPF acredita que o trabalho de negociações exteriores e internacionais relacionadas à presença de empresas estatais e brasileiras em outros países, realizadas por Lula durante o seu governo, teve algo de ilícito. 
 
Entrarão para o aprofundamento deste grupo a suposta "contrapartida" por essas "vantagens" e como se dava entre servidores dos governos em países como Cuba e República Dominicana, onde o BNDES ofereceu suporte de crédito para obras de engenharia.
 
Além disso, o Ministério Público Federal, nas mãos de Janot, buscará ainda mais cooperação internacional para estender as investigações envolvendo o BNDES. Por outro lado, apesar de poder auxiliar nas apurações, a cooperação pode acarretar em mais bloqueios de países estrangeiros a empreiteiras e companhias brasileiras que têm entre sua cartela de clientes outras nações.

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