Laura Carvalho: Temer faz propaganda enganosa

"A propaganda de governos autoritários costuma combater seus adversários canalizando os temores com a crise para bodes expiatórios, mas preocupam-se em entregar alguma coisa: emprego, renda, crescimento econômico. Concentrar os investimentos públicos em publicidade pode ser pouco para galvanizar algum apoio popular", diz a economista Lauro Carvalho, sobre a campanha "para tirar o Brasil do vermelho"; segundo ela, as medidas propostas por Temer acentuam a recessão

"A propaganda de governos autoritários costuma combater seus adversários canalizando os temores com a crise para bodes expiatórios, mas preocupam-se em entregar alguma coisa: emprego, renda, crescimento econômico. Concentrar os investimentos públicos em publicidade pode ser pouco para galvanizar algum apoio popular", diz a economista Lauro Carvalho, sobre a campanha "para tirar o Brasil do vermelho"; segundo ela, as medidas propostas por Temer acentuam a recessão
"A propaganda de governos autoritários costuma combater seus adversários canalizando os temores com a crise para bodes expiatórios, mas preocupam-se em entregar alguma coisa: emprego, renda, crescimento econômico. Concentrar os investimentos públicos em publicidade pode ser pouco para galvanizar algum apoio popular", diz a economista Lauro Carvalho, sobre a campanha "para tirar o Brasil do vermelho"; segundo ela, as medidas propostas por Temer acentuam a recessão (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Em artigo publicado nesta quinta-feira, a economista Laura Carvalho critica duramente a nova campanha publicitária de Michel Temer e avalia que as medidas propostas por seu governo aprofundarão a recessão, colocando o País num vermelho ainda maior.

"'Vamos tirar o Brasil do vermelho para voltar a crescer', convoca a frase-título que manda o país de volta aos tempos da Guerra Fria. Mais fácil que pescar o trocadilho é perceber que as propostas que o governo coloca na mesa estão na origem do desastre e não vão levar à retomada do crescimento. Menos ainda ao saneamento das contas públicas", diz ela.

"Como retomar o crescimento desligando de vez o motor dos investimentos públicos, se o resto do mundo ainda patina e a massa de desempregados não contribuirá em nada para uma retomada do consumo e das vendas? Qual empresário vai investir em novas máquinas se a capacidade ociosa da indústria continua aumentando e mal há dinheiro para pagar dívidas anteriores?", questiona.

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"A propaganda de governos autoritários costuma combater seus adversários canalizando os temores com a crise para bodes expiatórios, mas preocupam-se em entregar alguma coisa: emprego, renda, crescimento econômico. Concentrar os investimentos públicos em publicidade pode ser pouco para galvanizar algum apoio popular."

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