Laura Carvalho: precisamos superar desigualdades, gerar empregos e crescer
A economista Laura Carvalho considera que "as desigualdades brasileiras chegam a níveis de barbárie", afirmando que não há contradição entre superar essas carências, gerar empregos e crescer; "Nenhum modelo que não parta disso, como eixo central, tem condições de prosperar numa economia grande como a nossa", diz a economista
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247 - "A alternativa para um Brasil mais justo põe no centro do modelo de crescimento a superação das nossas carências históricas". A análise é da economista Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo, no debate on-line que abriu, no mês de julho, a nova série Futuros do Brasil e da América Latina, do Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE).
As nossas desigualdades chegam a níveis de barbárie", alerta Laura, afirmando que não há contradição entre superar essas carências, gerar empregos e crescer. "Nenhum modelo que não parta disso, como eixo central, tem condições de prosperar numa economia grande como a nossa", destaca a economista, que esteve no centro do debate, coordenado pelo ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão, interagindo com três debatedores – os pesquisadores Carlos Gadelha, da Fiocruz, Carlos Eduardo Martins, da UFRJ, e Gustavo Noronha, do Incra.
A economista observa que há uma série de mecanismos criados para limitar o crescimento público e que tendem a incentivar e a induzir a privatização de serviços. "O ajuste fiscal afeta os mais vulneráveis, porque corta gastos de serviços utilizados pela população mais pobre, e não os mais ricos, que sequer utilizam o Estado".
Nesse sentido, para Laura, o entendimento de que imposto é roubo, nada mais é do que uma consequência da não utilização dos serviços públicos pela parcela mais favorecida da população. "Quando você não usa o serviço, não quer pagar por ele. E, quando não paga o imposto, o serviço vai sendo sucateado", analisa.
A pesquisadora propõe, ainda, um plano que articule investimentos e gastos sociais, com uma política tecnológica envolvendo universidades, outras instituições de pesquisa e entes federados – municipais e estaduais. O sucesso do plano em gerar crescimento econômico compensaria parte do que estivesse sendo gasto para concretizá-lo.
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