Laura Carvalho: Exigir 25 anos de contribuição criará milhões de Daniel Blakes

A economista Laura Carvalho rebate o argumento dos economistas do governo Temer de que a reforma da Previdência "atacará sobretudo os mais privilegiados" e prevê como seria o Brasil com a implementação das medidas sugeridas; "Seriam milhões de novos Daniel Blakes na Amazônia, no sertão e nas favelas brasileiras. A maior parte deles migraria —aos 70 anos somente, pela nova regra— para o BPC, que se destina a todos os que têm renda per capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo ou alguma deficiência comprovada"

A economista Laura Carvalho rebate o argumento dos economistas do governo Temer de que a reforma da Previdência "atacará sobretudo os mais privilegiados" e prevê como seria o Brasil com a implementação das medidas sugeridas; "Seriam milhões de novos Daniel Blakes na Amazônia, no sertão e nas favelas brasileiras. A maior parte deles migraria —aos 70 anos somente, pela nova regra— para o BPC, que se destina a todos os que têm renda per capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo ou alguma deficiência comprovada"
A economista Laura Carvalho rebate o argumento dos economistas do governo Temer de que a reforma da Previdência "atacará sobretudo os mais privilegiados" e prevê como seria o Brasil com a implementação das medidas sugeridas; "Seriam milhões de novos Daniel Blakes na Amazônia, no sertão e nas favelas brasileiras. A maior parte deles migraria —aos 70 anos somente, pela nova regra— para o BPC, que se destina a todos os que têm renda per capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo ou alguma deficiência comprovada" (Foto: Gisele Federicce)


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247 - A economista Laura Carvalho rebate em sua coluna na Folha nesta quinta-feira 30 o argumento dos economistas do governo de que a reforma da Previdência "atacará sobretudo os mais privilegiados". "Como a grande maioria dos mais pobres já se aposenta por idade, o estabelecimento de uma idade mínima de 65 anos afetará essencialmente aqueles que recebem benefício maior, que hoje se aposentam por tempo de contribuição", diz.

Ainda assim, "os pontos que mais prejudicarão os mais vulneráveis são a exigência de tempo mínimo de contribuição de 25 anos para todos os trabalhadores e a desvinculação do BPC do salário mínimo", argumenta a economista, lembrando que essa exigência poderia "eliminar totalmente a possibilidade de aposentadoria" dos trabalhadores mais pobres.

"Seriam milhões de novos Daniel Blakes na Amazônia, no sertão e nas favelas brasileiras. A maior parte deles migraria —aos 70 anos somente, pela nova regra— para o BPC, que se destina a todos os que têm renda per capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo ou alguma deficiência comprovada", prevê, lembrando do filme do cineasta Ken Loach (leia mais).

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