Latam diz que vai demitir por conta da crise do novo coronavírus
A companhia, que tem cerca de 21 mil trabalhadores, fechou acordo coletivo com sindicatos em março, que previa licenças não remuneradas e cortes salários que chegaram a 80%. com a promessa de não demitir
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247 - Comn dívidas de quase US$ 18 bilhões (R$ 96,35 bilhões), a Latam Brasil anunciou que vai iniciar nesta quarta (27) uma nova negociação com os sindicatos de tripulantes e aeroviários (trabalhadores em solo) formas de reduzir o número de funcionários da companhia aérea.
A companhia, que tem cerca de 21 mil trabalhadores, diz que precisa reduzir de tamanho para se adequar à queda brusca de demanda resultante da pandemia do novo coronavírus.
No entanto, com a promessa de não fazer demissões até o fim de junho, a empresa fechou um acordo coletivo com os sindicatos, em março, que previa licenças não remuneradas e cortes salários que, na prática, chegaram a 80%.
Em entrevista à Folha, o diretor-executivo da empresa, Jerome Cadier, disse que a empresa formalizou o pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos de suas operações em Chile, Peru, Colômbia, Equador e nos EUA. As filiais da aérea em Argentina, Brasil e Paraguai não fazem parte do pedido de proteção à falência.
A linha aérea já opera hoje no Brasil com 5% de sua capacidade, e prevê uma retomada paulatina dos voos pelos próximos meses.
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