Lara Resende questiona estratégia econômica de Bolsonaro-Guedes e diz que investimento público é decisivo para sair da crise
De acordo com o economista André Lara Resende, "a política fiscal, sobretudo investimentos públicos que aumentem a produtividade e o poder aquisitivo da população, é o mais poderoso instrumento, tanto para se sair de uma recessão como para garantir a retomada do crescimento sustentado". Avaliação põe em xeque a política neoliberal de Jair Bolsonaro
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247 - O economista André Lara Resende questionou a estratégia de correntes neoliberais de congelar investimentos públicos para a retomada do crescimento econômico. De acordo com o estudioso, "a política fiscal, sobretudo investimentos públicos que aumentem a produtividade e o poder aquisitivo da população, é o mais poderoso instrumento, tanto para se sair de uma recessão como para garantir a retomada do crescimento sustentado".
"A pergunta mais complicada de ser respondida é por que hoje no Brasil a opinião dos economistas que aparecem na imprensa, assim como a da própria imprensa, regrediu para o que era a ortodoxia do século XIX na Inglaterra? A chamada 'Visão do Tesouro', que sustentava a necessidade de sempre equilibrar as contas públicas, depois duramente criticada por Keynes, deixou de ser levada a sério", afirmou o economista ao jornal O Estado de S.Paulo.
O governo Jair Bolsonaro deu continuidade ao congelamento de investimentos públicos após a PEC do Teto dos Gastos ser aprovado no governo Michel Temer.
A dívida pública já ultrapassou os 90% do PIB, mas, de acordo com o economista, "trata-se de uma preocupação infundada". "Em várias ocasiões na história, sobretudo depois de guerras ou catástrofes, inúmeros países tiveram dívidas superiores ao PIB. Hoje, Japão, EUA, Itália, entre outros, têm dívida superior ao PIB", disse.
"A dívida pública não pode ter uma trajetória explosiva, mas, desde que o seu crescimento acelerado seja transitório, que passada a crise, com as contas reequilibradas e restaurado o crescimento da economia, a relação entre dívida e PIB volte a cair, não há qualquer problema em ultrapassar os 100% do PIB".
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