Kennedy: Levy está sendo fritado em Brasília

"Joaquim Levy perdeu apoio interno. A situação dele está cada vez mais difícil", diz o jornalista Kennedy Alencar, que reconhece não ser culpa dele a demora em aprovar projetos do ajuste fiscal; "Nesse contexto, ocorre atualmente um trabalho de bastidor para convencer Dilma a aceitar que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles assuma o Ministério da Fazenda. Não há outro nome na mesa"

"Joaquim Levy perdeu apoio interno. A situação dele está cada vez mais difícil", diz o jornalista Kennedy Alencar, que reconhece não ser culpa dele a demora em aprovar projetos do ajuste fiscal; "Nesse contexto, ocorre atualmente um trabalho de bastidor para convencer Dilma a aceitar que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles assuma o Ministério da Fazenda. Não há outro nome na mesa"
"Joaquim Levy perdeu apoio interno. A situação dele está cada vez mais difícil", diz o jornalista Kennedy Alencar, que reconhece não ser culpa dele a demora em aprovar projetos do ajuste fiscal; "Nesse contexto, ocorre atualmente um trabalho de bastidor para convencer Dilma a aceitar que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles assuma o Ministério da Fazenda. Não há outro nome na mesa" (Foto: Leonardo Attuch)


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Do blog do Kennedy – Há na praça uma nova fritura do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. É nesse contexto que deve ser entendido o pedido de auxiliares da presidente Dilma Rousseff para Levy apresentar um plano de recuperação da economia, como revelou nesta terça o repórter Valdo Cruz, da “Folha de S.Paulo”.

Pedir um plano de crescimento da economia a um ministro que não consegue aprovar as medidas que já propôs é uma forma de colocar pressão sobre Levy a fim de que ele deixe o governo. Hoje, as críticas a respeito do trabalho do atual ministro da Fazenda deixaram de ser feitas apenas pelo PT e pelo ex-presidente Lula.

Levy se desentendeu com colegas de governo. Exemplo: já teve choques com Nelson Barbosa, do Planejamento, e Edinho Silva, da Comunicação Social. Também colidiu com Carlos Gabas, que era ministro da Previdência. Após a última reforma ministerial, Gabas virou secretário especial de Previdência do Ministério do Trabalho e da Previdência Social.

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Joaquim Levy perdeu apoio interno. A situação dele está cada vez mais difícil. Não é culpa de Levy que os projetos do ajuste fiscal estejam parados no Congresso Nacional.

A razão dessa paralisia se deve, basicamente, a três fatores. O primeiro e mais importante é a responsabilidade do governo Dilma, que tem dificuldade de controlar a sua base de apoio no Congresso. O segundo fator é o jogo de bastidor do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), para deixar os trabalhos mais importantes em banho-maria, enquanto tenta salvar seu mandato. Por último, uma oposição que vê no sangramento de Dilma a chance de viabilizar o impeachment ou, no mínimo, reduzir as chances de sucesso do PT nas eleições de 2016 e 2018.

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Levy, então, pode acabar pagando o pato e perder as condições de continuar no Ministério da Fazenda.

Nesse contexto, ocorre atualmente um trabalho de bastidor para convencer Dilma a aceitar que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles assuma o Ministério da Fazenda. Não há outro nome na mesa.

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Dilma resiste porque, em 2010, quando teve um câncer, Meirelles agiu nos bastidores para ser uma espécie de candidato reserva. Ela não gostou nem um pouco. Dilma e Meirelles também tiveram conflitos no governo Lula, quando ela estava na Casa Civil e ele no Banco Central.

Dirigentes do PT, atuais ministros, o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho e o ex-presidente Lula já sugeriram a Dilma o nome de Meirelles como opção caso Levy deixe o governo.

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Um ministro chega a dizer o seguinte: a presidente não precisa ficar amiga de Meirelles, nem chamá-lo para bater papo no Palácio da Alvorada no fim de semana. Basta deixar que ele resolva problemas na economia.

Um complicador é que Meirelles negociaria condições que resultariam numa influência menor de Dilma na área econômica. Hoje, ela atropela muito Levy, o que é ruim para um ministro da Fazenda. Dilma atrapalhou bastante Levy ao titubear no apoio a ele em determinados momentos.

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A agenda de Meirelles não seria muito diferente da de Joaquim Levy, mas ele é tido como um nome de maior peso. Ou seja, seria bem visto pelo mercado. Seria uma troca que não precisaria ser explicada ou que lançaria dúvida sobre o rigor fiscal e monetário do novo ministro, já que Meirelles agiu assim quando presidiu o Banco Central.

Auxiliares próximos à presidente Dilma também acham que um ministro da Fazenda novo poderia ter mais chance de destravar a agenda de votações de propostas econômicas no Congresso.

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É nesse contexto que devem ser entendidas as críticas a Joaquim Levy que são feitas por colegas de governo e que contribuem para reduzir o prazo de validade no cargo do atual ministro da Fazenda. Uma mudança na Fazenda pode ser uma das últimas cartadas da presidente Dilma para tentar arrumar a economia e sobreviver politicamente.

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