Juliane Furno: o imperialismo se moderniza para manter a desigualdade internacional

Ao falar do livro “Introdução ao Imperialismo Tardio”, a economista explica que, “ainda que não por invasões militares, o imperialismo tem formas modernas de se processar via mercado a fim de manter a desigualdade internacional, que se aprofunda em períodos de crise”. Assista na TV 247

Juliane Furno
Juliane Furno (Foto: Imprensa SMetal)


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247 - A economista Juliane Furno concedeu entrevista à TV 247 para falar do livro “Introdução ao Imperialismo Tardio”, no qual consta um artigo de sua autoria e que, segundo ela, “tenta retomar, soerguer esse tema em uma visão crítica, retomando elementos fundamentais do marxismo, e entender o imperialismo contemporâneo, pensando a partir dos clássicos, mas adaptando a partir das condicionalidades contemporâneas”.

A obra, de acordo com Juliane, “é uma arma importante para pensar que essas relações, ainda que muito modificadas, ainda que não sejam mais naquelas ocupações coloniais, ainda que não sejam sobre um exército invadindo e dominando um país, o imperialismo tem formas modernas de se processar, hoje quase que exclusivamente via mercado, mas sobretudo para manter a desigualdade internacional, que avança em períodos de crise e deve haver uma nova rodada de pressão imperialista, especialmente com a crise do capitalismo”.

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