Juliane Furno: “77% das vagas criadas a partir de julho foram ocupadas por homens”
A economista Juliane Furno expôs na TV 247 o “cenário bastante dramático” vivido pelas mulheres no Brasil, que entre janeiro e agosto de 2020 deixaram 10 milhões de postos de trabalho e desde julho assistem aos homens preencherem a grande maioria das novas vagas. “As mulheres saíram mais do mercado e não foram readmitidas no período de aumento da contratação”, constata. Assista
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247 - A economista Juliane Furno explicou à TV 247 o impacto que a pandemia do novo coronavírus teve sobre as mulheres no mercado de trabalho. “De janeiro a agosto de 2020, 10 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho. 66% dos postos de trabalho destruídos na pandemia eram ocupados por mulheres. Agora, quando a economia brasileira passou a retomar o volume de vagas de trabalho a partir de julho, gerando em torno de 900 mil vagas, 77% foram ocupadas por homens”, expôs.
Juliane resumiu: “Ou seja, as mulheres saíram mais do mercado e não foram readmitidas no período de aumento da contratação. É um cenário bastante dramático, porque a perda de emprego é a perda de renda, e a perda de renda também é a perda de autonomia e de soberania, que envolve uma série de dimensões da violência e maior submissão ao trabalho do lar”.
A economista trouxe a realidade do trabalho doméstico, que encolheu em torno de um milhão de postos. “Podemos dizer que encolheu, mas não pelo motivo bom que seria a abertura de novas vagas de trabalho, mas pela natureza da crise sanitária da Covid-19, que inibe a maior atividade de interação social, da qual o trabalho doméstico depende”, disse.
Juliane também destacou o recorte de gênero e raça deste mercado: “Os dois setores mais atingidos foram o trabalho doméstico, onde estão majoritariamente mulheres e negras, e o trabalho no setor de alojamento e alimentação, onde também trabalham mulheres e negras”.
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