Juiz da Greenfield dispara alarme na elite do PIB

Responsável pela condução da Operação Greenfield, o juiz Vallisney Oliveira, do Distrito Federal, colocou em alerta o mundo empresarial; o motivo: antes mesmo de qualquer condenação e até da instrução processual, ele determinou que dois dos maiores empresários do Brasil, Joesley Batista, da JBS, e Walter Torre, da WTorre, se afastem do comando das suas empresas; em dois pregões, as ações da JBS, um dos maiores grupos exportadores do País, caíram 15%; o tema foi debatido na Fiesp e a avaliação é que, depois de Sergio Moro, na Lava Jato, juízes de primeira instância serão cada vez mais duros – tudo o que os empresários não querem

Responsável pela condução da Operação Greenfield, o juiz Vallisney Oliveira, do Distrito Federal, colocou em alerta o mundo empresarial; o motivo: antes mesmo de qualquer condenação e até da instrução processual, ele determinou que dois dos maiores empresários do Brasil, Joesley Batista, da JBS, e Walter Torre, da WTorre, se afastem do comando das suas empresas; em dois pregões, as ações da JBS, um dos maiores grupos exportadores do País, caíram 15%; o tema foi debatido na Fiesp e a avaliação é que, depois de Sergio Moro, na Lava Jato, juízes de primeira instância serão cada vez mais duros – tudo o que os empresários não querem
Responsável pela condução da Operação Greenfield, o juiz Vallisney Oliveira, do Distrito Federal, colocou em alerta o mundo empresarial; o motivo: antes mesmo de qualquer condenação e até da instrução processual, ele determinou que dois dos maiores empresários do Brasil, Joesley Batista, da JBS, e Walter Torre, da WTorre, se afastem do comando das suas empresas; em dois pregões, as ações da JBS, um dos maiores grupos exportadores do País, caíram 15%; o tema foi debatido na Fiesp e a avaliação é que, depois de Sergio Moro, na Lava Jato, juízes de primeira instância serão cada vez mais duros – tudo o que os empresários não querem (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Se muitos empresários manifestaram apoio irrestrito à Lava Jato, operação que ajudou a construir as condições para o impeachment da presidente Dilma Rousseff, outros tantos agora temem que, a partir de agora, juízes de primeira instância sejam cada vez mais duros.

Foi o caso da Operação Greenfield, sobre supostos desvios em fundos de pensão, conduzida pelo juiz Vallisney Oliveira, do Distrito Federal. Numa decisão polêmica, ele determinou que dois dos maiores empresários do País, Joesley Batista, da JBS, e Walter Torre, da construtora WTorre, se afastem de suas próprias empresas, antes mesmo da instrução do processo.

O tema foi debatido na Fiesp, segundo nota publicada na coluna Radar:

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Empresários reunidos na Fiesp ontem estavam impressionados ontem com o despacho do juiz Vallisney Oliveira, da Operação Greenfield. Especialmente na parte em que ele afasta os dirigentes do comando de suas empresas. Como ainda é uma fase de investigação, a medida, que afetou por exemplo Walter Torre e os irmãos Wesley e Joesley Batista, foi considerada exagerada. Para muitos, esse é o início do efeito Sergio Moro: juízes de primeira instância com decisões cada vez mais duras.

Além disso, as consequências para as ações da JBS, maior grupo exportador do Brasil, foram extremamente negativas.

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Leia, abaixo, trecho de reportagem do Infomoney sobre o impacto da Greenfield na JBS:

As ações da JBS desabam 15% em 2 pregões com receio sobre saída dos irmãos Batista e rebaixamento de recomendação pelo Itaú BBA. No mesmo dia em que a Operação Greenfield envolvendo a sua controladora J&F fez a ação da JBS despencar, a ação da companhia foi rebaixada de outperform para market perform pelo Itaú BBA, mantendo o preço-alvo de R$ 18,00.

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Como desdobramento da operação Greenfield da PF, o juiz determinou que 40 pessoas de empresas investigadas dentre elas Joesley e Wesley Batista não podem se falar e devem se afastar das empresas/conglomerados que atuam. Sem dúvida, a notícia é muito negativa para as ações da JBS, uma vez que não há um plano de sucessão claro e ele desempenha uma função chave na empresa estando mto envolvido no dia-a-dia, comentaram analistas do BTG Pactual. Outro ponto de preocupação, comentaram, é quanto ao processo de listagem da JBS Foods International nos EUA, o que vem sendo a principal razão para a performance positiva recentemente. Alavancagem atualmente está em 4 vezes, medida pela dívida líquida/Ebitda, e a posição de caixa caiu de R$ 18 bilhões para R$ 10 bilhões, o que pode trazer algum risco também. 

Já o Itaú BBA destacou que o desenrolar das investigações da Greenfield não está focado na JBS, mas aumenta o custo de carregamento para a ação. Os analistas citam que, entre as medidas preventivas está o afastamento de 40 pessoas de suas atividades no mercado financeiro e em empresas, dentre elas o CEO da JBS Wesley Batista. "Nós não sabemos o resultado da investigação; no entanto, uma saída de Batista poderia elevar a probabilidade da reestruturação da empresa ter o prazo estendido", afirmam, ressaltando que a reestruturação é um importante catalisador para o desempenho das ações. 

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A expectativa é de que a empresa ganhe um impulso com melhor resultado para a JBS dos EUA. "No entanto, dada a incerteza sobre a liderança da empresa e nossa visibilidade limitada sobre o seu eventual impacto sobre a reestruturação do negócio, nós preferimos ficar à margem por enquanto", apontam.

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