Jucá: governo Temer não aumentará impostos

Escalado para o ministério do Planejamento num eventual governo Michel Temer, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse a jornalistas estraneiros nesta quarta-feira, 27, que o vice não cogita aumentar impostos para equilibrar as contas públicas; "Elevar os impostos não é a primeira opção... em um momento de recessão, elevar os impostos não aumenta as receitas", disse Jucá; ele se recusou a detalhar como o governo pode reduzir os gastos, mas reconheceu que uma administração Temer pode cortar o número de ministério para economizar

Senador Romero Jucá (PMDB-PR) concede entrevista no Senado Federal.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Senador Romero Jucá (PMDB-PR) concede entrevista no Senado Federal. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Aquiles Lins)


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BRASÍLIA (Reuters) - O reequilíbrio das contas fiscais e a restauração da confiança serão as prioridades de um novo governo liderado pelo vice-presidente Michel Temer, mas elevar impostos ainda não está em questão, disse o presidente interino do PMDB, senador Romero Jucá (RR), nesta quarta-feira.

Jucá disse a jornalistas estrangeiros que um novo governo vai considerar uma reforma do oneroso sistema previdenciário. Temer substituirá a presidente Dilma RoussefF se, como é esperado, o Senado afastá-la temporariamente do cargo para começar seu processo de impeachment no meio de maio.

"Elevar os impostos não é a primeira opção... em um momento de recessão, elevar os impostos não aumenta as receitas", disse Jucá, economista que está sendo cotado para o cargo de ministro do Planejamento.

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Para restaurar rapidamente a confiança na economia brasileira, Jucá disse que a próxima administração tem que revisar o que ele chamou de níveis de gastos públicos "insustentáveis" e pode até discutir a implantação de um limite para a dívida pública.

Ele se recusou a detalhar como o governo pode reduzir os gastos, mas reconheceu que uma administração Temer pode cortar o número de ministério para economizar.

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Temer só elevará os impostos sob "circunstâncias extremas" para reforçar as contas públicas, disse outro assistente próximo a Temer.

(Por Anthony Boadle e Alonso Soto)

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