Jucá acusa Dilma de “pedalar” ao reajustar o Bolsa Família

Presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR), acusou a presidente Dilma Rousseff de ter praticado nova "pedalada fiscal" ao conceder o reajuste do programa Bolsa Família às vésperas de seu possível afastamento pela comissão especial que analisa o processo de impeachment no Senado; "É uma bondade para fazer uma onda, mas é uma maldade com as contas públicas. Agrava o déficit. Ela continua pedalando", disparou; "Ela inventou essa receita (para justificar o aumento do Bolsa Família) para dizer que era uma operação neutra. Não é uma operação neutra porque não é um aumento sustentável", afirmou

CPI do Futebol realiza reunião secreta para divulgação aos membros da documentação de caráter sigiloso em poder da CPI. Em pronunciamento, relator da CPI do Futebol, senador Romero Jucá (PMDB-RR) Foto: Roque de Sá/Agência Senado.
CPI do Futebol realiza reunião secreta para divulgação aos membros da documentação de caráter sigiloso em poder da CPI. Em pronunciamento, relator da CPI do Futebol, senador Romero Jucá (PMDB-RR) Foto: Roque de Sá/Agência Senado. (Foto: Paulo Emílio)


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247 - O presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR) acusou a presidente Dilma Rousseff de ter praticado nova “pedalada” ao conceder o reajuste do programa Bolsa Família às vésperas de seu possível afastamento pela comissão especial que analisa o processo de impeachment no Senado. Segundo o peemedebista, Dilma “inventou” uma fórmula para justificar o aumento anunciado no dia 1 de maio, Dia do Trabalho, e que foi publicado nesta sábado no Diário Oficial da União.

"É uma bondade para fazer uma onda, mas é uma maldade com as contas públicas. Agrava o déficit. Ela continua pedalando", disparou Jucá em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. Segundo o decreto presidencial, o valor básico do Bolsa Família passa de R$ 77  para R$ 82. Os demais benefícios passam de R$ 35 para R$ 38 e de R$ 42 para R$ 45. A previsão é que os novos valores comecem a valer a partir de junho. O governo alega que o reajuste já estava previsto no Orçamento deste ano.

 Segundo Jucá, o governo espera conceder o aumento a partir de uma arrecadação incerta que seria obtida a partir do aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que foi elevada pouco depois do anúncio do reajuste do Bolsa Família. A arrecadação esperada com a nova alíquota do IOF é de R$ 1,6 bilhão. O aumento do Bolsa família deverá elevar o custo do programa social em mais R$ 1 bilhão. 

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Jucá, que está cotado para assumir o Ministério do Planejamento em um eventual governo do vice Michel Temer, disse que  "o aumento de IOF não é elástico, você não aumenta o IOF e vai dizer que vai arrecadar aquilo".  "Então quem ia tirar o empréstimo com o IOF menor, ao ter um IOF maior, além de não tirar o empréstimo e não pagar a diferença, não vai pagar o que era antes. Você pode ter até queda de receita, o resultado pode ser o inverso do que o governo propôs", afirmou.

"Ela inventou essa receita (para justificar o aumento do Bolsa Família) para dizer que era uma operação neutra. Não é uma operação neutra porque não é um aumento sustentável",  afirmou. 

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