Jucá acusa Dilma de “pedalar” ao reajustar o Bolsa Família
Presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR), acusou a presidente Dilma Rousseff de ter praticado nova "pedalada fiscal" ao conceder o reajuste do programa Bolsa Família às vésperas de seu possível afastamento pela comissão especial que analisa o processo de impeachment no Senado; "É uma bondade para fazer uma onda, mas é uma maldade com as contas públicas. Agrava o déficit. Ela continua pedalando", disparou; "Ela inventou essa receita (para justificar o aumento do Bolsa Família) para dizer que era uma operação neutra. Não é uma operação neutra porque não é um aumento sustentável", afirmou
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247 - O presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR) acusou a presidente Dilma Rousseff de ter praticado nova “pedalada” ao conceder o reajuste do programa Bolsa Família às vésperas de seu possível afastamento pela comissão especial que analisa o processo de impeachment no Senado. Segundo o peemedebista, Dilma “inventou” uma fórmula para justificar o aumento anunciado no dia 1 de maio, Dia do Trabalho, e que foi publicado nesta sábado no Diário Oficial da União.
"É uma bondade para fazer uma onda, mas é uma maldade com as contas públicas. Agrava o déficit. Ela continua pedalando", disparou Jucá em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. Segundo o decreto presidencial, o valor básico do Bolsa Família passa de R$ 77 para R$ 82. Os demais benefícios passam de R$ 35 para R$ 38 e de R$ 42 para R$ 45. A previsão é que os novos valores comecem a valer a partir de junho. O governo alega que o reajuste já estava previsto no Orçamento deste ano.
Segundo Jucá, o governo espera conceder o aumento a partir de uma arrecadação incerta que seria obtida a partir do aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que foi elevada pouco depois do anúncio do reajuste do Bolsa Família. A arrecadação esperada com a nova alíquota do IOF é de R$ 1,6 bilhão. O aumento do Bolsa família deverá elevar o custo do programa social em mais R$ 1 bilhão.
Jucá, que está cotado para assumir o Ministério do Planejamento em um eventual governo do vice Michel Temer, disse que "o aumento de IOF não é elástico, você não aumenta o IOF e vai dizer que vai arrecadar aquilo". "Então quem ia tirar o empréstimo com o IOF menor, ao ter um IOF maior, além de não tirar o empréstimo e não pagar a diferença, não vai pagar o que era antes. Você pode ter até queda de receita, o resultado pode ser o inverso do que o governo propôs", afirmou.
"Ela inventou essa receita (para justificar o aumento do Bolsa Família) para dizer que era uma operação neutra. Não é uma operação neutra porque não é um aumento sustentável", afirmou.
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