Jesús salva o Santander?

Na véspera do anúncio de redução de 29,59% de seu lucro líquido societário, banco de Emilio Botín aceita “renúncia” de espanhol Marcial Portela; mercado acreditava na nomeação do brasileiro Conrado Engel, ex-presidente do HSBC no Brasil, mas ele foi ultrapassado por outro espanhol, Jesús Zabalza; “o Santander demonstra não ter foco e nem uma estratégia bem definida para seus negócios no país”, analisou ao 247 o presidente da consultoria Austin Ratings, Erivelto Rodrigues; banco perde espaço para concorrentes privados e estatais

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247 _O comando do banco Santander na Espanha mais uma vez mostrou à sua operação no Brasil quem é que manda. Na quarta troca de presidente do Santander Brasil em pouco mais de seis anos, deixou o cargo o espanhol Marcial Portela para dar lugar ao também espanhol Jesús Zabalza. Contratado recentemente junto ao HSBC, onde era presidente, o brasileiro Conrado Engel foi o ‘caroneado’.

Coube a Portela anunciar ao mercado, no mesmo dia do anúncio oficial de sua renúncia, os resultados do banco no primeiro trimestre. Os números decepcionaram. Principal indicador, o lucro líquido societário foi 29,59% menor do que o registrado no mesmo período do ano passado, ficando agora em R$ 609 milhões. 

No critério gerencial, o lucro do banco ficou em R$ 1,518 bilhão,  recuo de 14,43% ante um ano e de 5,5% em relação ao trimestre anterior.

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“Fiquei feliz por terem aceito minha renúncia”, disse Portela, que, como último ato de sua gestão, teve de explicar os resultados aos jornalistas em entrevista coletiva na manhã de hoje. “Conseguimos diversificar nossas receitas”, acrescentou.

As palavras do presidente que saiu não foram suficientes, diante dos números aquém do esperado, para evitar críticas. “Com mais essa troca, o Santander demonstra ter um problema de foco e de estratégia para a sua atuação no mercado brasileiro”, afirmou ao 247 o presidente da Austin Ratings, Erivelto Rodrigues, empresa que acompanha e avalia o setor financeiro. “O banco está perdendo espaço de mercado para seus concorrentes privados e estatais”, completou.

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Diante da crise internacional, o Santander ter retirado de sua operação brasileira os maiores lucros entre os países nos quais mantém presença. Mesmo assim, o banco vem perdendo espaço no mercado brasileiro e apresentando números que desagradam aos analistas. “Eu esperava um resultado em linha com o do ano passado, mas o lucro caiu expressivamente”, assinalou Rodrigues.

Atento aos desencontros na estratégia do Santander, o mercado esperava pela instalação na presidência do banco do brasileiro Conrado Engel, que deixou a presidência do inglês HSBC no Brasil para ocupar uma das diretorias do banco espanhol. No entanto, quando se acreditava que ele seria o substituto de Marcial Portela, da Espanha veio a decisão, depois de cinco meses de confabulações, pela nomeação de outro espanhol. Jésus Zabalza era, até agora, o responsável pela área de América do Santander. Ele terá condições de entender rapidamente o mercado brasileiro para tirar o banco de Emilio Botín de sua incomôda posição atual de perdas financeiras e espaços no mercado brasileiro.

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