Japão sai da recessão, mas recuperação é frágil

Expansão anualizada de 2,2 por cento entre outubro e dezembro ficou abaixo do avanço de 3,7 por cento estimado por analistas em pesquisa da Reuters, sugerindo uma recuperação frágil, protelada pelo efeito do aumento do imposto sobre as vendas, o que ressalta os desafios que o primeiro-ministro Shinzo Abe enfrenta para reverter décadas de estagnação

Premiê japonês, Shinzo Abe, em discurso no parlamento, em Tóquio. 04/02/2015 REUTERS/Toru Hanai
Premiê japonês, Shinzo Abe, em discurso no parlamento, em Tóquio. 04/02/2015 REUTERS/Toru Hanai (Foto: Roberta Namour)


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Por Leika Kihara e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO (Reuters) - A economia do Japão saiu da recessão no último trimestre de 2014, mas o crescimento ficou mais fraco do que o esperado, com os gastos das famílias e das empresas desapontando, o que ressalta os desafios que o primeiro-ministro Shinzo Abe enfrenta para reverter décadas de estagnação.

A expansão anualizada de 2,2 por cento entre outubro e dezembro ficou abaixo do avanço de 3,7 por cento estimado por analistas em pesquisa da Reuters, sugerindo uma recuperação frágil, protelada pelo efeito do aumento do imposto sobre as vendas.

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A leitura preliminar do produto interno bruto (PIB), que se traduziu em um crescimento em base trimestral de 0,6 por cento, segue dois trimestres de contração, mostraram os dados do governo nesta segunda-feira. Na base trimestral, a expectativa era de alta de 0,9 por cento.

O ministro da Economia, Akira Amari, disse a repórteres após a divulgação dos números que a economia estava no caminho de uma recuperação com sinais de que o sentimento do consumidor estava melhorando.

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Mas analistas destacaram a fraca retomada dos gastos com consumo e investimentos em capital como sinais preocupantes quanto às perspectivas."São dados de certa forma frustrantes", disse Takeshi Minami, economista-chefe no Instituto de Pesquisa Norinchukin.

"A situação permanece fraca e as companhias estão claramente adiando investimentos", afirmou.

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O consumo privado, que responde por cerca de 60 por cento da economia, subiu 0,3 por cento no quarto trimestre frente ao trimestre anterior, abaixo do acréscimo de 0,7 por cento calculado por analistas. As despesas com investimentos aumentaram apenas 0,1 por cento, dentro do esperado.

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