Já na presidência, Kakinoff garante que, por ora, a Gol não está à venda

Em sua primeira entrevista como executivo da empresa aérea, ele desmente rumores e diz ao Estadão: "Não há nenhuma intenção de venda nesse momento. É pura especulação"

Já na presidência, Kakinoff garante que, por ora, a Gol não está à venda
Já na presidência, Kakinoff garante que, por ora, a Gol não está à venda (Foto: Divulgação)


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247 - Na primeira entrevista concedida como presidente da Gol Linhas Aéreas, ao Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira, 2, Paulo Kakinoff desmentiu rumores sobre a venda da empresa.

"Não fui convidado com essa finalidade. Acho que não seria a melhor pessoa para fazer isso", declarou o executivo ao jornal. "Não existe esse pensamento de venda", reforçou Constantino de Oliveira Júnior, controlador da companhia, e que presidiu a Gol desde sua fundação, em 2001.

Kakinoff, que ocupava a presidência da Audi desde 2009, assumiu o cargo nesta segunda, substituindo Constantino no comando da Gol. A escolha do executivo ligado ao setor de automóveis de luxo gerou rumores de que a família Constantino teria intenção de vender sua empresa aérea.

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A Gol passa por um processo de reestruturação que inclui redução de voos, frota e 2,5 mil funcionários. Segundo o jornal, "superado o processo mais duro para a recuperação da Gol", caberá ao novo presidente "apressar os resultados dessa companhia mais enxuta para que volte ao lucro".

Trechos da entrevista ao Estadão

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No mercado comenta-se que o sr. foi chamado para preparar a Gol para ser vendida. É verdade?

Kakinoff: Eu acho melhor perguntar para o dono (risos). Esse tema não foi condição de negociação, em absoluto. Mas, curiosamente, quando recebi o convite perguntei o que a família, os controladores, esperavam do negócio. E a resposta foi simples: acelerar ainda mais a história de um negócio de sucesso que pertence à família. Não há nenhuma intenção de venda nesse momento. É pura especulação.

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Constantino: Para ser objetivo, não existe esse pensamento de venda e muito menos essa atribuição ao Kakinoff de cuidar de uma transição ou alguma coisa do tipo.

Se tivesse a missão de vender a Gol, o sr. teria aceitado o cargo?

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Kakinoff: Se tivesse, acho que eu não seria a melhor pessoa para fazer isso. Que expertise eu traria para esse tipo de objetivo?

O cenário global do setor é de consolidação. Se não trabalham com a possibilidade de venda, como vão se posicionar?

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Constantino: A Gol tem se posicionado. Temos um modelo de negócio com foco no mercado doméstico. Seja qual for a possibilidade que a gente venha a discutir, há duas questões a serem preservadas. Uma delas é a da característica do controlador. A Gol adquiriu a Varig e a Webjet. Cresceu nesses 12 anos do zero para uma frota razoável. Realizamos investimentos em ciclos de crise mais aguda como em 2008 e 2009 para que a empresa continuasse executando seu plano e se solidificando no mercado. Essa mentalidade não vai mudar. Em qualquer possibilidade que venha a ser vislumbrada no futuro entendemos que deve ser preservado o modelo de negócio da Gol. Uma empresa que tem posição relevante no principal mercado gerador de fluxo de passageiros da América Latina também tem de ter postura relevante em qualquer processo.

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